Para ser lido ao som de: Comptine d'un autre ete – Yann Tiersen
Não sei o porquê, mas toda vez que se aproxima o meu aniversário fico martelando N coisas na minha cabeça. E rodo, rodo, rodo e sempre paro em um texto que venho escrevendo há alguns anos, sempre nessa mesma época.
Também não me perguntem o motivo, mas esse texto se trata de uma carta de despedida, até por que não sei até quando estarei aqui com vocês, portanto nada mais justo de escrevê-la.
14/04/2008 – 14/04/2004 – 14/04/2010 – 14/04/2011
Testamento.
No dia em que eu partir, não quero choro nem vela.
Não quero chuva, nem flores.
Música fúnebre, cortejo e velório tradicionais?
-Jamais.
Não sei vocês, mas tenho uma visão tão diferente, pura e libertadora a respeito da morte, que acredito, surpreenderia até os mais elevados cristãos, ou ateus, ou puritanos.
Não quero luto!
Luto é uma mera formalidade desnecessária criada para apenas forjar algo que já não mais é. Ou que para alguns se transformou.
Não sei se será o fim ou uma nova jornada, não cabe a mim questionar ou discorrer sobre assuntos criados para amenizar a dor dos que ficam.
Cabe a mim ainda em vida, dar uma chacoalhada nesse povo que, só por um ente querido, um amigo, um pai, um irmão ter partido, não significa que o fim do mundo chegou.
Não quero fotografias, homenagens, mensagens de luto em redes sociais ou coisas do tipo.
Por favor, originalidade é tudo.
E é sobre originalidade que gostaria talvez ser lembrado.
Se for para lembrar de mim que seja pelo meu riso fácil e espontâneo, que seja pelas minhas chatices e teimosias sempre recorrentes. E o mais importante, quiçá essencial em minha vida (mesmo que às vezes, na grande maioria, me decepciono) é se doar e acreditar sempre no lado bom e humano das pessoas.
Aos meus pais:
Ahh os meus pais!! Não só meus nem tampouco dos meus irmãos. Pais de muita gente, dois seres com o coração sempre dispostos a acolher mais um. Mas para eles eu só peço uma coisa: VÃO VIVER! Ambos já se sacrificaram tanto pelos os outros, cada um de uma forma diferente.
Painho, você tirou a vida para o trabalho, para ser burro de carga, errando e acertando para o bem dos filhos, irmãos e até mesmo dos seus funcionários. Chegou o tempo de pensar em você. Apenas em você e obviamente em mainha. E por falar em mainha...
Mainha a base de toda a nossa família, uma mulher forte que como painho não aproveitou tudo o que a vida tinha (e ainda tem) a lhe oferecer...uma alma caridosa que se pudesse colocava toda a família (e mais alguns agregados) embaixo das asas e não largava mais. Desculpe por ser, entre os três, o que menos expresso o que sinto por ti. És para mim o significado da vida e só por ti continuo seguindo em busca de algo que um dia preencha o vazio que sinto.
Para vocês meus pais: VÃO CUIDAR DA VIDA DE VOCÊS...VÃO VIVER E SER FELIZES!!!
Aos meus irmãos:
Eu não preciso dizer absolutamente nada. Apenas que os amo. Mas não posso deixar de dizer que espero que um pouquinho dessa porra louca que fui, permaneça em vocês. Façam uma loucura vez por outra na vida, peguem um carro e saiam sem destino, vão para um bar e encham a cara sem se importarem com o amanhã ou com que as pessoas irão falar. Sejam felizes sem se moldarem ao que a sociedade pede.
Betinho: Vá a Pipa e acenda um baseado na Praia do Amor em um dia de Lua Cheia, ou não rs rs rs (Eu estarei lá)
Xuxa: Viaje, estude e acredite mais em você. O mundo estará aos seus pés é só você querer e acreditar um pouquinho mais em você.
Aos meus amigos:
Minha luz!
O que seria da minha vida sem eles?
Vou lhes contar como seria essa vida.
Literalmente seria uma vida em total preto e branco. Seca. Opaca.
Mas tive a sorte de conhecer pessoas magníficas que tiveram a proeza de colocar CORES e amenizar esse retrato.
Aos meus, só digo isso: Quando pensarem ou desejarem algo, vão lá e peguem!
Não deixem que suas vidas se transformem em uma grande roda gigante, em que nada muda e tudo se repete.
Fujam da rotina.
Mudem de bares, mas lembrem-se sempre, de perguntar o nome dos garçons, e mais ainda de comprarem seus cigarros.
Eu não estarei lá para mais um “semidão”.
Educação e caráter são para poucos. E sinceramente, eu sei que escolhi bem o meu gado. (Óbvio que no decorrer da minha vida me enganei com muitos, mas reconheci o meu erro).
Riam quando não puderem, chorem quando necessário e puder e também quando não puderem, não se envergonhem de demonstrar o que sentem, jamais!
Sorriam com a alma. Sei que os meus têm um coração e uma alma mais do que iluminada.
E, amem.
Amem muito sem se podarem. Quando acharem necessário (vocês nunca vão saber) se joguem de cabeça na relação, é só isso que nos torna humanos. Ou não!!??!! Mas lembrem-se, nunca deixe um amigo na mão. O verdadeiro amigo é aquele que esconde o seu sofrimento, a sua dor, para tentar ao máximo ajudar os seus.
E para quem sabe, os que considero, e que sempre chamei de AMIGO(A), EU OS AMO!!!
Infinitamente, vocês não têm noção do quanto. AMO MUITO!
Aos meus amores:
A vida me proporcionou pessoas das mais diversas estirpes e todas elas eu amei. Todas as pessoas que passaram por mim, carrego no meu coração várias lembranças.
Cicatrizes não tenho, não em relação a vocês. Mas todos... eu digo TODOS me fizeram crescer como pessoa e portanto estão em um lugar preservadinho dentro de mim.
Para vocês amores meus, continuem buscando a felicidade sempre!
Aos outros:
Os outros só são os outros né?
Mas não sei se tive inimigos ou desavenças, devo ter tido claro. Não sou santo. Mas enfim.
Mas para as pessoas que não conseguiram me tocar, que não conseguiram fazer parte do meu convívio e do meu círculo de amizade, talvez não tenha sido apenas culpa minha né??
Anyway.
Eu vim, curti e vivi.
Espero que façam o mesmo.
VIVAM INTENSAMENTE.
Deco Cavalcante.
Ps: Texto em contínua adaptação, enquanto houver vida!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
...
Após uma noite (não me recordo quando) meu irmão de alma/coração (Ítalo) questionou-me: "Por que você chorou?"
E surgiu essa resposta, que se transformou em respostas e mais respostas...
Chorei por ser eu
Chorei por não me permitir chorar
Chorei por ser fraco e covarde
Chorei por amar as pessoas
Chorei por enxergar que tem gente que não merecia nem viver
Chorei por falta de um abraço
Chorei por querer abraçar e não poder
Chorei por viver...
e por aí vai.
Chorei por não ter um propósito na vida
Chorei pelos meus amigos e pelos que não são
Chorei por tá cansado
Chorei por não enxergar mais o amor
Chorei pela maldade
Chorei pelo o cansaço
E chorei pelo ser humano.
Por essa gente mesquinha...
Chorei por tantos e por muitos...
Chorei pela miséria.
E ainda choro.
Choro por tentar ajudar
Choro pelas inverdades
Choro e chorei pelas calúnias.
Choro por hoje, por ontem e quem sabe, pelo o amanhã.
Choro por tentar e querer ser sempre correto.
Choro por SER, humano.
HUMANIDADE,
Choro pela falta dela...
Choro pela pequenez.
Choro pelo comodismo.
Choro pelo o cotidiano
Choro pela falta de zelo
Choro por me embriagar
Choro pelos os que vão
(Que são muitos)
Choro por eu ficar...
Choro por não arriscar
Choro pelos o que se perdem
Choro pelos que se encontram
Choro por aqueles que se preocupam mais com seus carros
e menos por seus “amigos”
Choro pela futilidade
Choro pela guerra
Choro pela fome...
Choro pelo caos
Choro pelo preconceito
E choro pela falta de respeito
Choro pelo desamor
Choro por mim
E choro pelo Homem.
E continuarei chorando...
Chorei por ser eu
Chorei por não me permitir chorar
Chorei por ser fraco e covarde
Chorei por amar as pessoas
Chorei por enxergar que tem gente que não merecia nem viver
Chorei por falta de um abraço
Chorei por querer abraçar e não poder
Chorei por viver...
e por aí vai.
Chorei por não ter um propósito na vida
Chorei pelos meus amigos e pelos que não são
Chorei por tá cansado
Chorei por não enxergar mais o amor
Chorei pela maldade
Chorei pelo o cansaço
E chorei pelo ser humano.
Por essa gente mesquinha...
Chorei por tantos e por muitos...
Chorei pela miséria.
E ainda choro.
Choro por tentar ajudar
Choro pelas inverdades
Choro e chorei pelas calúnias.
Choro por hoje, por ontem e quem sabe, pelo o amanhã.
Choro por tentar e querer ser sempre correto.
Choro por SER, humano.
HUMANIDADE,
Choro pela falta dela...
Choro pela pequenez.
Choro pelo comodismo.
Choro pelo o cotidiano
Choro pela falta de zelo
Choro por me embriagar
Choro pelos os que vão
(Que são muitos)
Choro por eu ficar...
Choro por não arriscar
Choro pelos o que se perdem
Choro pelos que se encontram
Choro por aqueles que se preocupam mais com seus carros
e menos por seus “amigos”
Choro pela futilidade
Choro pela guerra
Choro pela fome...
Choro pelo caos
Choro pelo preconceito
E choro pela falta de respeito
Choro pelo desamor
Choro por mim
E choro pelo Homem.
E continuarei chorando...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Bebidas drogas e vida
Gente, após um hiato de mais de um ano, voltei a escrever, e esse é o primeiro dos que virão!
Tenho bebido tanto nos últimos dias, ou meses, sei lá! Que com a passar dos dias o meu amor etílico cresce cada vez mais.
Não sei se já virou uma dependência, mas beber é tão bom né? Principalmente quando se tá só em casa, ouvindo o que bem desejar e divagando (SEMPRE) com o que bem entender. Ao lado dos amigos eu nem preciso comentar...
Às vezes me paro pensando qual o real valor do álcool na vida de uma pessoa, e sinceramente não sei muito bem se tenho a resposta.
Para mim, digo só falo por mim obviamente o álcool é um aliado. Um companheiro que me faz tão bem e que no momento não me cobra nada.
Ele não fala de mim, não questiona meus defeitos, costumeiramente potencializa o que eu tenho de bom (depende do dia, claro). Mas me faz um bem danado.
É uma droga? Claro que sim. Eu sei.
As pessoas falam de mim por que eu bebo?
Não sei. E se falarem, pouco importa!
E se fosse pó, LSD, Ecstasy ou maconha?
Por que muda de figura?
Fico me questionando. Se eu fizesse uso dessas substâncias eu seria menos eu? Seria motivo para ser apontado na rua apenas por usar algo para abstrair, relaxar, tentar fugir de algo ou simplesmente para dar um gás para se divertir com os meus?
O que tem de mau nisso?
Eu fumo, eu bebo (já usei ou uso, não importa), mas só por isso deixo de ser o mesmo Deco Cavalcante?
Deixo?
Eu digo que não.
Não é isso que forma o ser humano.
Não vou aqui enumerar do que é feito o ser humano, mas posso dizer em poucas palavras, a meu ver o que é essencial.
Respeito e humildade para com o próximo.
Não é uma balada, uns drinks e muitos cigarros fumados que forma o meu caráter.
É bem mais que isso.
É por isso que as pessoas deviam parar e olhar um pouco, ou bem mais para si mesmas, para depois atirar a pedra no próximo.
Pensem nisso!
“A experiência me mostrou muito tarde que não se pode explicar os seres a partir de seus vícios, mas sim partindo daquilo que conservam intacto, de puro, daquilo que lhe resta da infância, por mais profundamente que seja necessário buscar.” Georges Bernanos
Tenho bebido tanto nos últimos dias, ou meses, sei lá! Que com a passar dos dias o meu amor etílico cresce cada vez mais.
Não sei se já virou uma dependência, mas beber é tão bom né? Principalmente quando se tá só em casa, ouvindo o que bem desejar e divagando (SEMPRE) com o que bem entender. Ao lado dos amigos eu nem preciso comentar...
Às vezes me paro pensando qual o real valor do álcool na vida de uma pessoa, e sinceramente não sei muito bem se tenho a resposta.
Para mim, digo só falo por mim obviamente o álcool é um aliado. Um companheiro que me faz tão bem e que no momento não me cobra nada.
Ele não fala de mim, não questiona meus defeitos, costumeiramente potencializa o que eu tenho de bom (depende do dia, claro). Mas me faz um bem danado.
É uma droga? Claro que sim. Eu sei.
As pessoas falam de mim por que eu bebo?
Não sei. E se falarem, pouco importa!
E se fosse pó, LSD, Ecstasy ou maconha?
Por que muda de figura?
Fico me questionando. Se eu fizesse uso dessas substâncias eu seria menos eu? Seria motivo para ser apontado na rua apenas por usar algo para abstrair, relaxar, tentar fugir de algo ou simplesmente para dar um gás para se divertir com os meus?
O que tem de mau nisso?
Eu fumo, eu bebo (já usei ou uso, não importa), mas só por isso deixo de ser o mesmo Deco Cavalcante?
Deixo?
Eu digo que não.
Não é isso que forma o ser humano.
Não vou aqui enumerar do que é feito o ser humano, mas posso dizer em poucas palavras, a meu ver o que é essencial.
Respeito e humildade para com o próximo.
Não é uma balada, uns drinks e muitos cigarros fumados que forma o meu caráter.
É bem mais que isso.
É por isso que as pessoas deviam parar e olhar um pouco, ou bem mais para si mesmas, para depois atirar a pedra no próximo.
Pensem nisso!
“A experiência me mostrou muito tarde que não se pode explicar os seres a partir de seus vícios, mas sim partindo daquilo que conservam intacto, de puro, daquilo que lhe resta da infância, por mais profundamente que seja necessário buscar.” Georges Bernanos
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Bom, como esse blog foi feito para difundir minhas ideias, meu ponto de vista a respeito da vida, das coisas, das pessoas...Vou transcrever uma carta que acabo de receber por mail,sobre os últimos fatos que aconteceram no Twitter.
CARTA DE REPÚDIO
Por Andrea Grace
Não sou uma pessoa que costuma envolver-se em polêmicas ou declarar seus posicionamentos de forma ferrenha, pois acredito na palavra “Democracia” em toda a sua extensão e profundidade. Entretanto, diante de alguns – para não dizer centenas - de comentários que li via twitter, decidi escrever essa carta.
No último dia 31/10, dia em que o Brasil votou e elegeu a sua primeira presidente mulher – um avanço para o nosso país- os nordestinos foram extremamente desrespeitados e discriminados por terem sido os protagonistas do resultado eleitoral nacional. Comentários como “pessoas sem esclarecimento”, “sem acesso a informação”, “alienadas” foram difundidas, em pleno século XXI, apregoando uma ideia ridícula de segregação do norte e nordeste, em relação ao resto do país.
Para surpresa de alguns desinformados que twitaram tais absurdos, nós nordestinos conseguimos ler, fato que alguns julgaram impossível, pois acreditavam que no nordeste “ninguém sabia nem o que era twitter”. Engraçado é que muitos nordestinos acessam o twitter, o orkut, o facebook e os seus blogs, a partir de notebooks, netbooks, Iphones e Smartphones que, pasmem, nós sabemos o que é cada ferramenta dessa e trabalhamos a ponto de ter acesso a comprá-los, inclusive através dos websites do sudeste. É... os correios também atendem à região nordeste...
Além disso, escrevo de uma cidade do interior paraibano – Campina Grande- situada entre as nove cidades tecnológicas do mundo, segundo a revista NewsWeek (vide: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=7202)., exportando tecnologia da informação para países, como Espanha, EUA e China. Ademais, somos a primeira cidade do Brasil a dominar a tecnologia do plantio de algodão colorido ecologicamente correto. Vivemos num estado, assim como todos, com uma indiscutível má distribuição de renda, fato que não impede que campus de universidades particulares e públicas ofereçam oportunidades de acesso ao ensino superior a todas as classes sociais.
Dentro dessa desigualdade social, ferida aberta em todos os grandes centros urbanos, vemos shoppings (é... nós temos shoppings no nordeste) oferecendo produtos que apenas uma parte da população pode ter acesso, contrastando com casas paupérrimas . Vemos as simples bicicletas, meio de transporte ultimamente eleito como o melhor para o meio ambiente, disputarem espaço com grandes carros de empresas estrangeiras, a exemplo da Hyundai, Honda, Kya, bem como com carros mais populares, produzidos pela Fiat, Chevrolet, e Volkswagen. É... aqui já faz algum tempo que a carroça deixou de ser o principal meio de transporte.
O que mais me assusta é que, diante de pessoas que se declaram tão superiores e esclarecidas, nós nordestinos demonstramos mais poder de decisão e escolha, pois não nos guiamos pelas opiniões alienantes e oligárquicas difundidas pelos principais meios de comunicação nacional. Fato que também deve estarrecer os mais desinformados, pois nós aqui temos televisão, inclusive de plasma, LCD e de LED, e recebemos os sinais das principais redes de televisões do Brasil, sem falar que nos mantemos informados também através de tvs à cabo – mais de uma empresa? – pois é... isso pode ser um tanto quanto impactante para alguns habitantes da parte inferior do nosso mapa brasileiro.
O que observamos é que o Brasil, nesses últimos quatro anos, assistiu a uma expansão do ensino superior, a uma diminuição da miserabilidade do país, a uma estabilidade econômica e a uma descentralização da distribuição de recursos federais, e isso foi determinante, acredito eu, para a escolha verificada com tanta revolta por alguns. A demagogia, o autoritarismo, os sorrisos forçados, a imagem da oligarquia não satisfaz mais a um povo que já sofreu muito com a falta de um olhar de credibilidade para a nossa região.
E para aqueles que não acompanharam muito de perto os resultados eleitorais por região, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, localizados na região Sudeste, também elegeram a candidata petista.
Apesar da grande votação da candidata petista na região nordeste, essa decisão não foi tão unâmime como todos pensam, pois em Campina Grande, repito, na Paraíba, o candidato José Serra teve mais de 60% dos votos. O que prova que democracia é uma palavra que, além de exigir respeito, é imprevisível.
Por tudo isso, venho com todo o meu sentimento de pesar, pelos comentários lidos, não defender um candidato ou outro, mas defender o povo nordestino que possui o direito de votar, bem como todas as demais regiões possui, e esclarecer, àqueles que acreditam em sua superioridade de reflexão e tomada de decisões, que os nordestinos não são a escória do Brasil, mas que contribuímos economicamente com o nosso país e merecemos receber em troca investimento e respeito.
Aconselho também, a tais pessoas e às que pensam como elas, a conhecer o Brasil como um todo, antes de denegrir as pessoas, baseados em informações frágeis e opiniões preconceituosas. Quem não conhece o nordeste, não acredite em tudo que é veiculado pela televisão: venha aqui e se encante!
Andrea Grace
(Nordestina, paraibana e mestranda em letras
pela Universidade Federal de Campina Grande)
CARTA DE REPÚDIO
Por Andrea Grace
Não sou uma pessoa que costuma envolver-se em polêmicas ou declarar seus posicionamentos de forma ferrenha, pois acredito na palavra “Democracia” em toda a sua extensão e profundidade. Entretanto, diante de alguns – para não dizer centenas - de comentários que li via twitter, decidi escrever essa carta.
No último dia 31/10, dia em que o Brasil votou e elegeu a sua primeira presidente mulher – um avanço para o nosso país- os nordestinos foram extremamente desrespeitados e discriminados por terem sido os protagonistas do resultado eleitoral nacional. Comentários como “pessoas sem esclarecimento”, “sem acesso a informação”, “alienadas” foram difundidas, em pleno século XXI, apregoando uma ideia ridícula de segregação do norte e nordeste, em relação ao resto do país.
Para surpresa de alguns desinformados que twitaram tais absurdos, nós nordestinos conseguimos ler, fato que alguns julgaram impossível, pois acreditavam que no nordeste “ninguém sabia nem o que era twitter”. Engraçado é que muitos nordestinos acessam o twitter, o orkut, o facebook e os seus blogs, a partir de notebooks, netbooks, Iphones e Smartphones que, pasmem, nós sabemos o que é cada ferramenta dessa e trabalhamos a ponto de ter acesso a comprá-los, inclusive através dos websites do sudeste. É... os correios também atendem à região nordeste...
Além disso, escrevo de uma cidade do interior paraibano – Campina Grande- situada entre as nove cidades tecnológicas do mundo, segundo a revista NewsWeek (vide: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=7202)., exportando tecnologia da informação para países, como Espanha, EUA e China. Ademais, somos a primeira cidade do Brasil a dominar a tecnologia do plantio de algodão colorido ecologicamente correto. Vivemos num estado, assim como todos, com uma indiscutível má distribuição de renda, fato que não impede que campus de universidades particulares e públicas ofereçam oportunidades de acesso ao ensino superior a todas as classes sociais.
Dentro dessa desigualdade social, ferida aberta em todos os grandes centros urbanos, vemos shoppings (é... nós temos shoppings no nordeste) oferecendo produtos que apenas uma parte da população pode ter acesso, contrastando com casas paupérrimas . Vemos as simples bicicletas, meio de transporte ultimamente eleito como o melhor para o meio ambiente, disputarem espaço com grandes carros de empresas estrangeiras, a exemplo da Hyundai, Honda, Kya, bem como com carros mais populares, produzidos pela Fiat, Chevrolet, e Volkswagen. É... aqui já faz algum tempo que a carroça deixou de ser o principal meio de transporte.
O que mais me assusta é que, diante de pessoas que se declaram tão superiores e esclarecidas, nós nordestinos demonstramos mais poder de decisão e escolha, pois não nos guiamos pelas opiniões alienantes e oligárquicas difundidas pelos principais meios de comunicação nacional. Fato que também deve estarrecer os mais desinformados, pois nós aqui temos televisão, inclusive de plasma, LCD e de LED, e recebemos os sinais das principais redes de televisões do Brasil, sem falar que nos mantemos informados também através de tvs à cabo – mais de uma empresa? – pois é... isso pode ser um tanto quanto impactante para alguns habitantes da parte inferior do nosso mapa brasileiro.
O que observamos é que o Brasil, nesses últimos quatro anos, assistiu a uma expansão do ensino superior, a uma diminuição da miserabilidade do país, a uma estabilidade econômica e a uma descentralização da distribuição de recursos federais, e isso foi determinante, acredito eu, para a escolha verificada com tanta revolta por alguns. A demagogia, o autoritarismo, os sorrisos forçados, a imagem da oligarquia não satisfaz mais a um povo que já sofreu muito com a falta de um olhar de credibilidade para a nossa região.
E para aqueles que não acompanharam muito de perto os resultados eleitorais por região, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, localizados na região Sudeste, também elegeram a candidata petista.
Apesar da grande votação da candidata petista na região nordeste, essa decisão não foi tão unâmime como todos pensam, pois em Campina Grande, repito, na Paraíba, o candidato José Serra teve mais de 60% dos votos. O que prova que democracia é uma palavra que, além de exigir respeito, é imprevisível.
Por tudo isso, venho com todo o meu sentimento de pesar, pelos comentários lidos, não defender um candidato ou outro, mas defender o povo nordestino que possui o direito de votar, bem como todas as demais regiões possui, e esclarecer, àqueles que acreditam em sua superioridade de reflexão e tomada de decisões, que os nordestinos não são a escória do Brasil, mas que contribuímos economicamente com o nosso país e merecemos receber em troca investimento e respeito.
Aconselho também, a tais pessoas e às que pensam como elas, a conhecer o Brasil como um todo, antes de denegrir as pessoas, baseados em informações frágeis e opiniões preconceituosas. Quem não conhece o nordeste, não acredite em tudo que é veiculado pela televisão: venha aqui e se encante!
Andrea Grace
(Nordestina, paraibana e mestranda em letras
pela Universidade Federal de Campina Grande)
sábado, 30 de outubro de 2010
Sem título.
Gostaria de começar esse post bem alto astral, assim...
Hoje eu tive uma noite super hiper mais que agradável com meus amigos, não sei se foi tão boa pelo fato de ter passado uma semana sem beber e sem fumar e que hoje me alforriei e fiz tudo o que podia e não devia, não por isso. Mas óbvio que meus amigos como sempre são os que tornam a noite, ou o dia, ou a madrugada bacana. Isso é um fato.
E foi...sério, sem mentira alguma, uma das noites mais tranqüilas e ótimas que eu tive, como também uma noite de questionamentos.
Eu particularmente sei até onde vai o meu limite, limite que falo é aquele de respeitar o espaço, as atitudes e a forma de viver de cada um.
E Eu respeito.
Nunca fui de apontar o dedo e baixar o brá brá brá e crucificar alguém por determinado comportamento, cada um sabe a vida que leva. (Se fiz, foi em particular)
Quando se julga alguém, venhamos e convenhamos existe uma pontinha lá no fundo que diz: ihhhh eu também sou assim, ou fui assim, ou me comporto assim em determinadas situações.
É óbvio que sempre existem divergências, atritos... Isso é mais do que normal em qualquer relacionamento, no caso de hoje, amizade.
Mas onde quero chegar com tudo isso?
A questão é:
Me desculpem, mas PORRA!!!!!
Se eu tenho um atrito com alguém, não importa o que seja, nem sua dimensão.
O que seria mais sensato???
Chegar junto dessa pessoa e conversar??? Ou jogar a merda no ventilador para que atinja todos do grupo, que na grande maioria nem se interessa por tal fato?!?!
As pessoas deturpam os fatos de tal maneira, ao bel prazer que às vezes eu fico perplexo.
Ninguém é DEUS, nem tampouco dono da razão.
Não existe aquele que diz: fulano disse isso, então escreva...tá certo.
Isso não existe. Somos únicos, cada um do seu jeito, cada um no seu tempo, cada um no seu cada um.
Respeito é o que falta.
Eu não sou um bonequinho de cera que a qualquer momento chega um junto de mim e me molda ao seu bem querer... Nunca fui e nem quero ser.
E é isso que falta nas pessoas hoje em dia.
Respeitar a individualidade dos outros. Ninguém precisa ser como eu, seguir a dieta que eu sigo e acreditar no DEUS (ou não) que eu acredito para ser meu amigo. NÃO!!!!
Eu sei ser amigo.
E amigo que é amigo é aquele que normalmente não precisa dizer nada.
É aquele que às vezes se ausenta para puder respirar um pouco e voltar à ativa.
É aquele que cuida, sem agredir os outros...principalmente sem ferir as antigas e verdadeiras amizades.
Amigo é aquele que indica um caminho, não aquele que desvirtua.
Amigo é aquele que planta o amor e não a desavença.
Amigo é aquele que tenta, por mais doloroso que seja amenizar as coisas (sem mascarar) e ajudar o outro a superar os obstáculos da vida.
Amigo não faz fofoca, não semeia o terror entre os seus.
Amigo que é amigo agrega e não subtrai.
Quem é amigo, ajuda.
[Cont...]
Hoje eu tive uma noite super hiper mais que agradável com meus amigos, não sei se foi tão boa pelo fato de ter passado uma semana sem beber e sem fumar e que hoje me alforriei e fiz tudo o que podia e não devia, não por isso. Mas óbvio que meus amigos como sempre são os que tornam a noite, ou o dia, ou a madrugada bacana. Isso é um fato.
E foi...sério, sem mentira alguma, uma das noites mais tranqüilas e ótimas que eu tive, como também uma noite de questionamentos.
Eu particularmente sei até onde vai o meu limite, limite que falo é aquele de respeitar o espaço, as atitudes e a forma de viver de cada um.
E Eu respeito.
Nunca fui de apontar o dedo e baixar o brá brá brá e crucificar alguém por determinado comportamento, cada um sabe a vida que leva. (Se fiz, foi em particular)
Quando se julga alguém, venhamos e convenhamos existe uma pontinha lá no fundo que diz: ihhhh eu também sou assim, ou fui assim, ou me comporto assim em determinadas situações.
É óbvio que sempre existem divergências, atritos... Isso é mais do que normal em qualquer relacionamento, no caso de hoje, amizade.
Mas onde quero chegar com tudo isso?
A questão é:
Me desculpem, mas PORRA!!!!!
Se eu tenho um atrito com alguém, não importa o que seja, nem sua dimensão.
O que seria mais sensato???
Chegar junto dessa pessoa e conversar??? Ou jogar a merda no ventilador para que atinja todos do grupo, que na grande maioria nem se interessa por tal fato?!?!
As pessoas deturpam os fatos de tal maneira, ao bel prazer que às vezes eu fico perplexo.
Ninguém é DEUS, nem tampouco dono da razão.
Não existe aquele que diz: fulano disse isso, então escreva...tá certo.
Isso não existe. Somos únicos, cada um do seu jeito, cada um no seu tempo, cada um no seu cada um.
Respeito é o que falta.
Eu não sou um bonequinho de cera que a qualquer momento chega um junto de mim e me molda ao seu bem querer... Nunca fui e nem quero ser.
E é isso que falta nas pessoas hoje em dia.
Respeitar a individualidade dos outros. Ninguém precisa ser como eu, seguir a dieta que eu sigo e acreditar no DEUS (ou não) que eu acredito para ser meu amigo. NÃO!!!!
Eu sei ser amigo.
E amigo que é amigo é aquele que normalmente não precisa dizer nada.
É aquele que às vezes se ausenta para puder respirar um pouco e voltar à ativa.
É aquele que cuida, sem agredir os outros...principalmente sem ferir as antigas e verdadeiras amizades.
Amigo é aquele que indica um caminho, não aquele que desvirtua.
Amigo é aquele que planta o amor e não a desavença.
Amigo é aquele que tenta, por mais doloroso que seja amenizar as coisas (sem mascarar) e ajudar o outro a superar os obstáculos da vida.
Amigo não faz fofoca, não semeia o terror entre os seus.
Amigo que é amigo agrega e não subtrai.
Quem é amigo, ajuda.
[Cont...]
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Continuar...
Não sei o que esperar da vida
ou o que a vida espera de mim
A única coisa que sei
é que sigo vivendo
E que com poucos amigos
entre um gole e outro de cerveja
e alguns tragos de cigarro
transformo esse martírio
menos doloroso.
ou o que a vida espera de mim
A única coisa que sei
é que sigo vivendo
E que com poucos amigos
entre um gole e outro de cerveja
e alguns tragos de cigarro
transformo esse martírio
menos doloroso.
sábado, 26 de junho de 2010
FUTURO...
E contando... (26/06/2010 - 02:24...25)
Nada para escrever hoje...
Mas vou adiantar pelo menos o que vou comentar nos meus próximos posts.
Suicídio.
Morte.
Renascimento.
Vida.
Nada para escrever hoje...
Mas vou adiantar pelo menos o que vou comentar nos meus próximos posts.
Suicídio.
Morte.
Renascimento.
Vida.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Eu fui criado assim ó:
- Menino, fala com a boca fechada...
-Ei, cabeção, cala a boca quando os mais velhos falam...
-Meu fi tá na sua casa pra fazer isso? Tá??
E com essa última indagação me apego no meu texto.
É engraçado como existem pessoas que confundem gentileza, educação e parecem que quando saem de casa esquecem tudo o que aprenderam, se é que aprenderam.
Por essas pessoas eu não sei nem o que sentir. Porque vamos lá.
Precisam ter quantas? Duas? Três? Zilhões de personalidades, para agir em CADA canto de um jeito?
PQP...minha gente. Só sou eu que não sou assim?
ESPERO QUE NÃO.
Ter educação é para poucos.
Cuidado para não confundir com ser "educados" em escolas boas ou coisa e tal, porque isso pra mim é balela...
Educação não é feita com escolas caras... ou coisa do tipo, educação vem do berço e quiçá da pessoa quando se quer...
Fico me questionando... até que ponto, podemos ser compreensivos e acatar certas coisas?
Até quando?
Ps : A minha casa, é MINHA casa. A casa do meu amigo é a CASA do meu amigo. Se fui convidado para visitá-lo... Com certeza irei, mas como não estou na minha casa, não posso transforma-la na minha CASA e tampouco levar quem eu quero...
Ps1: Só risos... Apenas. E decepções.
- Menino, fala com a boca fechada...
-Ei, cabeção, cala a boca quando os mais velhos falam...
-Meu fi tá na sua casa pra fazer isso? Tá??
E com essa última indagação me apego no meu texto.
É engraçado como existem pessoas que confundem gentileza, educação e parecem que quando saem de casa esquecem tudo o que aprenderam, se é que aprenderam.
Por essas pessoas eu não sei nem o que sentir. Porque vamos lá.
Precisam ter quantas? Duas? Três? Zilhões de personalidades, para agir em CADA canto de um jeito?
PQP...minha gente. Só sou eu que não sou assim?
ESPERO QUE NÃO.
Ter educação é para poucos.
Cuidado para não confundir com ser "educados" em escolas boas ou coisa e tal, porque isso pra mim é balela...
Educação não é feita com escolas caras... ou coisa do tipo, educação vem do berço e quiçá da pessoa quando se quer...
Fico me questionando... até que ponto, podemos ser compreensivos e acatar certas coisas?
Até quando?
Ps : A minha casa, é MINHA casa. A casa do meu amigo é a CASA do meu amigo. Se fui convidado para visitá-lo... Com certeza irei, mas como não estou na minha casa, não posso transforma-la na minha CASA e tampouco levar quem eu quero...
Ps1: Só risos... Apenas. E decepções.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Após assistir a um filme... Fiquei refletindo sobre escolhas e relacionamentos.
Determinadas pessoas passam por nossas vidas de uma forma surpreendentemente rápida e cada uma do seu jeito deixa sua marca.
Resta saber escolher entre preservar um sentimento puro, memórias agradáveis e momentos maravilhosos ou tomar um rumo, que talvez destrua possivelmente mais rápido essa magia que faz o coração bater acelerado.
“Somos as escolhas que fizemos”
Mas aí surge aquele famoso “SE” e o que fazer quando a dúvida martelar sua cabeça?
Acredito que conservar o melhor da relação seria o ideal, para que no futuro os dois continuem sendo dois e não apenas um aqui e outro acolá. Se puder, achar e conseguir transformar dois em um só magnífico.
Todos tem sentimentos, temos....medos e angustias. Mas como tudo na vida, é sempre necessário ter um pouco de discernimento para saber qual lado seguir. Melhor do que sair machucado, ferido de uma relação é sair bem... Sabendo que no fundo no fundo...Em um lugarzinho só seu...você tem guardado momentos e histórias com pessoas especiais.
Sim e a propósito o filme é: As pontes de Madison.
Ps: Eu sei...é um crime eu ainda não ter tido assistido esse filme (como não assisti à muitos) massssssssssssssssssss... Ainda bem que o vi.
Ps1: Escrevendo sobre isso, lembrei de um trecho do Caio F. Abreu
“Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”
Determinadas pessoas passam por nossas vidas de uma forma surpreendentemente rápida e cada uma do seu jeito deixa sua marca.
Resta saber escolher entre preservar um sentimento puro, memórias agradáveis e momentos maravilhosos ou tomar um rumo, que talvez destrua possivelmente mais rápido essa magia que faz o coração bater acelerado.
“Somos as escolhas que fizemos”
Mas aí surge aquele famoso “SE” e o que fazer quando a dúvida martelar sua cabeça?
Acredito que conservar o melhor da relação seria o ideal, para que no futuro os dois continuem sendo dois e não apenas um aqui e outro acolá. Se puder, achar e conseguir transformar dois em um só magnífico.
Todos tem sentimentos, temos....medos e angustias. Mas como tudo na vida, é sempre necessário ter um pouco de discernimento para saber qual lado seguir. Melhor do que sair machucado, ferido de uma relação é sair bem... Sabendo que no fundo no fundo...Em um lugarzinho só seu...você tem guardado momentos e histórias com pessoas especiais.
Sim e a propósito o filme é: As pontes de Madison.
Ps: Eu sei...é um crime eu ainda não ter tido assistido esse filme (como não assisti à muitos) massssssssssssssssssss... Ainda bem que o vi.
Ps1: Escrevendo sobre isso, lembrei de um trecho do Caio F. Abreu
“Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A palavra é um bicho danado, não mesmo?
Comportamentos e atitudes também....
Qual seria o pior?
Às vezes recebemos uma enxurrada de palavras
Não importam quais sejam...
Sejam de carinho, de ciúmes...mas creio que o pior é...o silêncio.
Quando deixam de dizer tudo o que esperamos ouvir...
E na maioria das vezes.... só queríamos ouvir.
Apenas isso...
Ouvir.
[...]
Comportamentos e atitudes também....
Qual seria o pior?
Às vezes recebemos uma enxurrada de palavras
Não importam quais sejam...
Sejam de carinho, de ciúmes...mas creio que o pior é...o silêncio.
Quando deixam de dizer tudo o que esperamos ouvir...
E na maioria das vezes.... só queríamos ouvir.
Apenas isso...
Ouvir.
[...]
sábado, 9 de janeiro de 2010
Déjà Vu
Texto escrito no dia 22/12/09 e como muitos daqui ainda por terminar...
De uns dias para cá to com um pressentimento tão ruim.
Algo esquecido em um passado distante surge novamente em minha frente.
Experiências já vividas... Caos... Desordem...
Um aperto no coração e aquela inquietude típica de quem sabe.
Sabe que histórias e pessoas se entrelaçam...
Sabe que um raio pode cair duas ou até mais vezes no mesmo lugar...
E que esse raio possa ocasionar faíscas e até mesmo explosões sem proporções.
E explosões destroem.
Explosões separam.
Espero que seja apenas um falso déjà vu e que essa tempestade passe bem longe de mim e dos meus.
Eu espero.
De uns dias para cá to com um pressentimento tão ruim.
Algo esquecido em um passado distante surge novamente em minha frente.
Experiências já vividas... Caos... Desordem...
Um aperto no coração e aquela inquietude típica de quem sabe.
Sabe que histórias e pessoas se entrelaçam...
Sabe que um raio pode cair duas ou até mais vezes no mesmo lugar...
E que esse raio possa ocasionar faíscas e até mesmo explosões sem proporções.
E explosões destroem.
Explosões separam.
Espero que seja apenas um falso déjà vu e que essa tempestade passe bem longe de mim e dos meus.
Eu espero.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Medo
As vezes tenho medo da minha vida
Medo de me tornar uma pessoa rancorosa
de não conseguir mais rir com coisas simples
Medo do meu coração se transformar num bombom estragado.
De se transformar apenas em um órgão.
De não enxergar o colorido da vida...
Eu as vezes me pego pensando nisso...
E tenho medo...
Medo de me tornar uma pessoa rancorosa
de não conseguir mais rir com coisas simples
Medo do meu coração se transformar num bombom estragado.
De se transformar apenas em um órgão.
De não enxergar o colorido da vida...
Eu as vezes me pego pensando nisso...
E tenho medo...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Aonde a gente vai, Papai?
Título do livro que acabei de ler, na verdade de devorar...
Uma história um tanto quanto surpreendente.
Não costumo reproduzir determinados contos, textos ou coisa do tipo aqui nesse blog, mas ultimamente como venho mudando alguns conceitos vou postar novamente.
O livro é um relato sincero, direto, sarcastico de um pai com dois filhos "deficientes" tanto física como mentalmente.
No mínimo intrigante e perturbador.
Segue um trecho:
"Não gosto da palavra "deficiente". Trata-se de uma palavra inglesa, que significaria "que não é suficiente".
Também não gosto da palavra "anormal", principalmente quando vem colada a "criança".
O que quer dizer normal? Como tem de ser, como deveria ser - isto é, na média, mediano. Não gosto muito do que está na média, prefiro os que não estão, os que estão acima e, por que não, os que estão abaixo - de todo modo os que não são como todo mundo.
Prefiro a expressão "Não como os outros". Por que nem sempre gosto dos outros.
Não ser como os outros não quer dizer necessariamente ser pior que eles - quer dizer ser diferente.
O que significa uma pássaro não como os outros? Tanto um pássaro que tem vertigem como um pássaro capaz de assoviar sem partitura todas as sonatas para flauta de Mozart.
Um vaca não como as outras pode ser uma vaca que sabe telefonar.
Quando falo dos meus filhos, digo que eles "não são como os outros".
Isso deixa uma dúvida no ar.
Einsten, Mozart, Michelangelo não eram como os outros."
Aonde a gente vai, papai? {Jean-Louis Fournier}
As vezes acredito que não sou como os outros...
Queria muito entender o por quê...
Mas não consigo.
Apenas sei.
Uma história um tanto quanto surpreendente.
Não costumo reproduzir determinados contos, textos ou coisa do tipo aqui nesse blog, mas ultimamente como venho mudando alguns conceitos vou postar novamente.
O livro é um relato sincero, direto, sarcastico de um pai com dois filhos "deficientes" tanto física como mentalmente.
No mínimo intrigante e perturbador.
Segue um trecho:
"Não gosto da palavra "deficiente". Trata-se de uma palavra inglesa, que significaria "que não é suficiente".
Também não gosto da palavra "anormal", principalmente quando vem colada a "criança".
O que quer dizer normal? Como tem de ser, como deveria ser - isto é, na média, mediano. Não gosto muito do que está na média, prefiro os que não estão, os que estão acima e, por que não, os que estão abaixo - de todo modo os que não são como todo mundo.
Prefiro a expressão "Não como os outros". Por que nem sempre gosto dos outros.
Não ser como os outros não quer dizer necessariamente ser pior que eles - quer dizer ser diferente.
O que significa uma pássaro não como os outros? Tanto um pássaro que tem vertigem como um pássaro capaz de assoviar sem partitura todas as sonatas para flauta de Mozart.
Um vaca não como as outras pode ser uma vaca que sabe telefonar.
Quando falo dos meus filhos, digo que eles "não são como os outros".
Isso deixa uma dúvida no ar.
Einsten, Mozart, Michelangelo não eram como os outros."
Aonde a gente vai, papai? {Jean-Louis Fournier}
As vezes acredito que não sou como os outros...
Queria muito entender o por quê...
Mas não consigo.
Apenas sei.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Preciso de alguém que me olhe...
Mas não um olhar qualquer...
Não um olhar comum...
Preciso de um olhar intrigante.
Preciso de alguém que me toque...
Não um toque sutil, artificial...
Preciso na verdade
que minha pele se una a dele.
Preciso de alguém que me beije...
Mas não um beijo qualquer...
Não um beijo de fim de noite...
Mas sim um beijo desconcertante.
Preciso de alguém...
Que olhe, que toque, que beije.
Eu preciso.
Mas não um olhar qualquer...
Não um olhar comum...
Preciso de um olhar intrigante.
Preciso de alguém que me toque...
Não um toque sutil, artificial...
Preciso na verdade
que minha pele se una a dele.
Preciso de alguém que me beije...
Mas não um beijo qualquer...
Não um beijo de fim de noite...
Mas sim um beijo desconcertante.
Preciso de alguém...
Que olhe, que toque, que beije.
Eu preciso.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Esperança
Acabei de ver um filme sobre a vida...filme esse que me mostrou que sempre, indiscutivelmente, sempre temos que ter esperança.
Esperança que em algum momento sua vida vá fazer sentido, esperança que num piscar de olhos seu coração volte a pulsar freneticamente e que você possa rir feito criança com as coisas mais simples da vida.
Esperança em mundo mais justo para todos.
Onde realmente a frase amar ao próximo faça sentido. E que as pessoas possam amar quem quer que elas escolham.
Que brancos e negros possam conviver pacificamente, homens, mulheres, gays e afins possam celebrar o amor de maneira digna e honesta, que índios possam continuar vivendo e mantendo sua cultura e principalmente que o fanatismo religioso não torne as pessoas cegas e faça esquecerem a máxima do Criador.
"Amai-vos uns aos outros..."
Sim...o nome do filme é Milk. Muito bom.
Esperança que em algum momento sua vida vá fazer sentido, esperança que num piscar de olhos seu coração volte a pulsar freneticamente e que você possa rir feito criança com as coisas mais simples da vida.
Esperança em mundo mais justo para todos.
Onde realmente a frase amar ao próximo faça sentido. E que as pessoas possam amar quem quer que elas escolham.
Que brancos e negros possam conviver pacificamente, homens, mulheres, gays e afins possam celebrar o amor de maneira digna e honesta, que índios possam continuar vivendo e mantendo sua cultura e principalmente que o fanatismo religioso não torne as pessoas cegas e faça esquecerem a máxima do Criador.
"Amai-vos uns aos outros..."
Sim...o nome do filme é Milk. Muito bom.
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