terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bebidas drogas e vida

Gente, após um hiato de mais de um ano, voltei a escrever, e esse é o primeiro dos que virão!



Tenho bebido tanto nos últimos dias, ou meses, sei lá! Que com a passar dos dias o meu amor etílico cresce cada vez mais.

Não sei se já virou uma dependência, mas beber é tão bom né? Principalmente quando se tá só em casa, ouvindo o que bem desejar e divagando (SEMPRE) com o que bem entender. Ao lado dos amigos eu nem preciso comentar...

Às vezes me paro pensando qual o real valor do álcool na vida de uma pessoa, e sinceramente não sei muito bem se tenho a resposta.

Para mim, digo só falo por mim obviamente o álcool é um aliado. Um companheiro que me faz tão bem e que no momento não me cobra nada.
Ele não fala de mim, não questiona meus defeitos, costumeiramente potencializa o que eu tenho de bom (depende do dia, claro). Mas me faz um bem danado.

É uma droga? Claro que sim. Eu sei.

As pessoas falam de mim por que eu bebo?
Não sei. E se falarem, pouco importa!

E se fosse pó, LSD, Ecstasy ou maconha?

Por que muda de figura?

Fico me questionando. Se eu fizesse uso dessas substâncias eu seria menos eu? Seria motivo para ser apontado na rua apenas por usar algo para abstrair, relaxar, tentar fugir de algo ou simplesmente para dar um gás para se divertir com os meus?

O que tem de mau nisso?

Eu fumo, eu bebo (já usei ou uso, não importa), mas só por isso deixo de ser o mesmo Deco Cavalcante?

Deixo?

Eu digo que não.

Não é isso que forma o ser humano.
Não vou aqui enumerar do que é feito o ser humano, mas posso dizer em poucas palavras, a meu ver o que é essencial.

Respeito e humildade para com o próximo.

Não é uma balada, uns drinks e muitos cigarros fumados que forma o meu caráter.
É bem mais que isso.

É por isso que as pessoas deviam parar e olhar um pouco, ou bem mais para si mesmas, para depois atirar a pedra no próximo.

Pensem nisso!

“A experiência me mostrou muito tarde que não se pode explicar os seres a partir de seus vícios, mas sim partindo daquilo que conservam intacto, de puro, daquilo que lhe resta da infância, por mais profundamente que seja necessário buscar.” Georges Bernanos