Sabe o que é?
É porque estamos saindo sempre neh...
Dai ficar em casa no sábado...
Não rola.
Quando vai passando as horas...
E você na frente do computador...
Papeando e ouvindo a Elis...
Tem hora que você surta.
E você vendo que não vai sair...
Mas que poderia sair...
Você para e pensa...
Por que não sair??
sábado, 5 de dezembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Medo
As vezes tenho medo da minha vida
Medo de me tornar uma pessoa rancorosa
de não conseguir mais rir com coisas simples
Medo do meu coração se transformar num bombom estragado.
De se transformar apenas em um órgão.
De não enxergar o colorido da vida...
Eu as vezes me pego pensando nisso...
E tenho medo...
Medo de me tornar uma pessoa rancorosa
de não conseguir mais rir com coisas simples
Medo do meu coração se transformar num bombom estragado.
De se transformar apenas em um órgão.
De não enxergar o colorido da vida...
Eu as vezes me pego pensando nisso...
E tenho medo...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Aonde a gente vai, Papai?
Título do livro que acabei de ler, na verdade de devorar...
Uma história um tanto quanto surpreendente.
Não costumo reproduzir determinados contos, textos ou coisa do tipo aqui nesse blog, mas ultimamente como venho mudando alguns conceitos vou postar novamente.
O livro é um relato sincero, direto, sarcastico de um pai com dois filhos "deficientes" tanto física como mentalmente.
No mínimo intrigante e perturbador.
Segue um trecho:
"Não gosto da palavra "deficiente". Trata-se de uma palavra inglesa, que significaria "que não é suficiente".
Também não gosto da palavra "anormal", principalmente quando vem colada a "criança".
O que quer dizer normal? Como tem de ser, como deveria ser - isto é, na média, mediano. Não gosto muito do que está na média, prefiro os que não estão, os que estão acima e, por que não, os que estão abaixo - de todo modo os que não são como todo mundo.
Prefiro a expressão "Não como os outros". Por que nem sempre gosto dos outros.
Não ser como os outros não quer dizer necessariamente ser pior que eles - quer dizer ser diferente.
O que significa uma pássaro não como os outros? Tanto um pássaro que tem vertigem como um pássaro capaz de assoviar sem partitura todas as sonatas para flauta de Mozart.
Um vaca não como as outras pode ser uma vaca que sabe telefonar.
Quando falo dos meus filhos, digo que eles "não são como os outros".
Isso deixa uma dúvida no ar.
Einsten, Mozart, Michelangelo não eram como os outros."
Aonde a gente vai, papai? {Jean-Louis Fournier}
As vezes acredito que não sou como os outros...
Queria muito entender o por quê...
Mas não consigo.
Apenas sei.
Uma história um tanto quanto surpreendente.
Não costumo reproduzir determinados contos, textos ou coisa do tipo aqui nesse blog, mas ultimamente como venho mudando alguns conceitos vou postar novamente.
O livro é um relato sincero, direto, sarcastico de um pai com dois filhos "deficientes" tanto física como mentalmente.
No mínimo intrigante e perturbador.
Segue um trecho:
"Não gosto da palavra "deficiente". Trata-se de uma palavra inglesa, que significaria "que não é suficiente".
Também não gosto da palavra "anormal", principalmente quando vem colada a "criança".
O que quer dizer normal? Como tem de ser, como deveria ser - isto é, na média, mediano. Não gosto muito do que está na média, prefiro os que não estão, os que estão acima e, por que não, os que estão abaixo - de todo modo os que não são como todo mundo.
Prefiro a expressão "Não como os outros". Por que nem sempre gosto dos outros.
Não ser como os outros não quer dizer necessariamente ser pior que eles - quer dizer ser diferente.
O que significa uma pássaro não como os outros? Tanto um pássaro que tem vertigem como um pássaro capaz de assoviar sem partitura todas as sonatas para flauta de Mozart.
Um vaca não como as outras pode ser uma vaca que sabe telefonar.
Quando falo dos meus filhos, digo que eles "não são como os outros".
Isso deixa uma dúvida no ar.
Einsten, Mozart, Michelangelo não eram como os outros."
Aonde a gente vai, papai? {Jean-Louis Fournier}
As vezes acredito que não sou como os outros...
Queria muito entender o por quê...
Mas não consigo.
Apenas sei.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Preciso de alguém que me olhe...
Mas não um olhar qualquer...
Não um olhar comum...
Preciso de um olhar intrigante.
Preciso de alguém que me toque...
Não um toque sutil, artificial...
Preciso na verdade
que minha pele se una a dele.
Preciso de alguém que me beije...
Mas não um beijo qualquer...
Não um beijo de fim de noite...
Mas sim um beijo desconcertante.
Preciso de alguém...
Que olhe, que toque, que beije.
Eu preciso.
Mas não um olhar qualquer...
Não um olhar comum...
Preciso de um olhar intrigante.
Preciso de alguém que me toque...
Não um toque sutil, artificial...
Preciso na verdade
que minha pele se una a dele.
Preciso de alguém que me beije...
Mas não um beijo qualquer...
Não um beijo de fim de noite...
Mas sim um beijo desconcertante.
Preciso de alguém...
Que olhe, que toque, que beije.
Eu preciso.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Esperança
Acabei de ver um filme sobre a vida...filme esse que me mostrou que sempre, indiscutivelmente, sempre temos que ter esperança.
Esperança que em algum momento sua vida vá fazer sentido, esperança que num piscar de olhos seu coração volte a pulsar freneticamente e que você possa rir feito criança com as coisas mais simples da vida.
Esperança em mundo mais justo para todos.
Onde realmente a frase amar ao próximo faça sentido. E que as pessoas possam amar quem quer que elas escolham.
Que brancos e negros possam conviver pacificamente, homens, mulheres, gays e afins possam celebrar o amor de maneira digna e honesta, que índios possam continuar vivendo e mantendo sua cultura e principalmente que o fanatismo religioso não torne as pessoas cegas e faça esquecerem a máxima do Criador.
"Amai-vos uns aos outros..."
Sim...o nome do filme é Milk. Muito bom.
Esperança que em algum momento sua vida vá fazer sentido, esperança que num piscar de olhos seu coração volte a pulsar freneticamente e que você possa rir feito criança com as coisas mais simples da vida.
Esperança em mundo mais justo para todos.
Onde realmente a frase amar ao próximo faça sentido. E que as pessoas possam amar quem quer que elas escolham.
Que brancos e negros possam conviver pacificamente, homens, mulheres, gays e afins possam celebrar o amor de maneira digna e honesta, que índios possam continuar vivendo e mantendo sua cultura e principalmente que o fanatismo religioso não torne as pessoas cegas e faça esquecerem a máxima do Criador.
"Amai-vos uns aos outros..."
Sim...o nome do filme é Milk. Muito bom.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Queria saber o sentido da vida...
Ultimamente eu venho pensando muito na vida... e na morte.
Queria realmente descobrir o verdadeiro significado de uma existência.
Alguém sabe?
Porque nos vivemos?
Porque passamos anos e mais anos estudando pra ter um emprego, se manter, ter uma rotina de trabalho, pagar contas, contrair outras mais, ter amigos, sair, beber,namorar...sim...e daí?
Qual é o verdadeiro sentido da vida?
É só isso?
Não sei...
Alguém sabe??
Só sei que ultimamente eu tenho pensado muito na vida...
E na morte...
Queria realmente descobrir o verdadeiro significado de uma existência.
Alguém sabe?
Porque nos vivemos?
Porque passamos anos e mais anos estudando pra ter um emprego, se manter, ter uma rotina de trabalho, pagar contas, contrair outras mais, ter amigos, sair, beber,namorar...sim...e daí?
Qual é o verdadeiro sentido da vida?
É só isso?
Não sei...
Alguém sabe??
Só sei que ultimamente eu tenho pensado muito na vida...
E na morte...
sábado, 29 de agosto de 2009
Fugindo...
Como to quebrando protocolos geral aqui no blog, resolvi quebrar alguns protocolos...ou paradigmas na minha vida.
Joguei conceitos fora, apanhei alguns perdidos e guardei num local seguro.
Conheci pessoas novas e aprendi a sorrir e saudar inúmeros desconhecidos.
É bom, aconselho.
Tô tentando deixar a carranca em casa, ou talvez aposenta-la de vez.
Abrir e fechar portas, fugir da minha rotina e conhecer um mundo mágico.
Sonhar com algo, e colocar no papel pra num futuro proximo realiza-lo.
E quem sabe nesse sonho, encontro caminhos pra mais outros?
Fiquei sozinho no meio da multidão, fugi do trabalho pra dar altas gargalhadas solitárias.
Também chorei algumas vezes no escuro. É bom...também aconselho.
Mas o que é melhor é saber que depois de um tempo, as luzes acendem.
E você volta.
Volta carregando uma bagagem maravilhosa e inesgotavel.
De cores, frases, imagens, sons, pessoas, lugares...
Eu voltei.
Joguei conceitos fora, apanhei alguns perdidos e guardei num local seguro.
Conheci pessoas novas e aprendi a sorrir e saudar inúmeros desconhecidos.
É bom, aconselho.
Tô tentando deixar a carranca em casa, ou talvez aposenta-la de vez.
Abrir e fechar portas, fugir da minha rotina e conhecer um mundo mágico.
Sonhar com algo, e colocar no papel pra num futuro proximo realiza-lo.
E quem sabe nesse sonho, encontro caminhos pra mais outros?
Fiquei sozinho no meio da multidão, fugi do trabalho pra dar altas gargalhadas solitárias.
Também chorei algumas vezes no escuro. É bom...também aconselho.
Mas o que é melhor é saber que depois de um tempo, as luzes acendem.
E você volta.
Volta carregando uma bagagem maravilhosa e inesgotavel.
De cores, frases, imagens, sons, pessoas, lugares...
Eu voltei.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Quebrando o protocolo inicial de só postar textos meus....vou abrir uma exceção e postar um texto que me identifiquei muito....do Tico Santa Cruz
"Consigo ver com clareza o que se passa por entre a neblina.
Você se conhece e se reconhece?
Você é o que fala verdade em qualquer circunstância e bate no peito
Reconhece o defeito, usa sinceridade, não pratica a maldade e
Não tem preconceito.
Pois somos tão diferentes...
As vezes eu minto, as vezes eu sinto um desejo enorme de mandar tudo a merda
De contar pras pessoas que eu sei enganá-las, que nem sempre a bondade é o que
Me motiva, já julguei sem certeza, já usei das palavras para ludibriar, e já quis matar alguém.
Compulsão por sexo, gosto por algumas drogas, necessidade de ter atenção.
Pode ser tudo isso ao mesmo tempo ou até um de cada vez, não sei ficar calado e tenho absoluta certeza de que esse é um grande "dificultador" da harmonia padrão que poderia se instaurar na minha vida. Contudo, para quem se acostumou com o caos a tranquilidade pode ser um inferno.
Tenho simpatia pela macumba, pelas giras de esquerda, pelo povo de rua, mas não posso admitir que qualquer religião que condicione seus seguidores a sentir medo de alguém ou de alguma entidade possa prevalecer em meus pensamentos. Já me levanta suspeitas. É como observo aqueles que são tementes a Deus. Aquele que teme a Deus estabelece uma relação de medo e não de respeito e ser respeitado pelo medo não me demonstra qualquer superioridade e boa índole para reger tantas pessoas.
A mim só faz mal quem permito. Se estou autodestrutivo, física ou moralmente, é uma escolha minha!!! Podem me dar conselhos, mas jamais interferir de modo a me proibir de fazer o que eu quiser com minha mente e meu corpo, desde que não prejudique diretamente qualquer pessoa, além de mim.
Os meus dedos correm por estes teclados como se eu fosse um pianista de letras e estivesse criando através da melodia dos toques uma canção em expressão literária.
Fogo entre as orelhas.
A criação vem antes do cérebro ou do coração?
Não estou com medo, estou com medo é de gostar.
E do amor que tanto se vende por ai, eu prefiro Hollywoody mesmo, com todas as suas historias de encantamento que transformam os desejos deles em nossos desejos também controlando assim a manifestação fundamental de uma cultura e suas escolhas. Deste cardápio de rótulos, me identifico com a antropofagia embora isso significa que é um movimento consciente .
Por isso estar consciente e jogar o jogo como convém alguém que conhece estratégias e que procura ainda que na sujeira jogar limpo com os porcos. Limpo é entender que mentir é uma arte e que se eles fazem uso dela, temos que saber lidar com isso de forma a não despertar suspeitas. O primeiro movimento é fundamental para não antecipar o contra-ataque.
Mova-se como quiser, estou atento aos movimentos ao redor, e para me derrubar vai ser preciso derrubar o meu exército inteiro de pensamentos insones, fruto da angústia ou da paranóia?
Não fruto pela curiosidade de saber até onde podemos ir em certas escolhas.
O preço do fracasso ou do sucesso é só uma questão de prática.
Jogue suas fichas!!!"
Tico Sta Cruz
"Consigo ver com clareza o que se passa por entre a neblina.
Você se conhece e se reconhece?
Você é o que fala verdade em qualquer circunstância e bate no peito
Reconhece o defeito, usa sinceridade, não pratica a maldade e
Não tem preconceito.
Pois somos tão diferentes...
As vezes eu minto, as vezes eu sinto um desejo enorme de mandar tudo a merda
De contar pras pessoas que eu sei enganá-las, que nem sempre a bondade é o que
Me motiva, já julguei sem certeza, já usei das palavras para ludibriar, e já quis matar alguém.
Compulsão por sexo, gosto por algumas drogas, necessidade de ter atenção.
Pode ser tudo isso ao mesmo tempo ou até um de cada vez, não sei ficar calado e tenho absoluta certeza de que esse é um grande "dificultador" da harmonia padrão que poderia se instaurar na minha vida. Contudo, para quem se acostumou com o caos a tranquilidade pode ser um inferno.
Tenho simpatia pela macumba, pelas giras de esquerda, pelo povo de rua, mas não posso admitir que qualquer religião que condicione seus seguidores a sentir medo de alguém ou de alguma entidade possa prevalecer em meus pensamentos. Já me levanta suspeitas. É como observo aqueles que são tementes a Deus. Aquele que teme a Deus estabelece uma relação de medo e não de respeito e ser respeitado pelo medo não me demonstra qualquer superioridade e boa índole para reger tantas pessoas.
A mim só faz mal quem permito. Se estou autodestrutivo, física ou moralmente, é uma escolha minha!!! Podem me dar conselhos, mas jamais interferir de modo a me proibir de fazer o que eu quiser com minha mente e meu corpo, desde que não prejudique diretamente qualquer pessoa, além de mim.
Os meus dedos correm por estes teclados como se eu fosse um pianista de letras e estivesse criando através da melodia dos toques uma canção em expressão literária.
Fogo entre as orelhas.
A criação vem antes do cérebro ou do coração?
Não estou com medo, estou com medo é de gostar.
E do amor que tanto se vende por ai, eu prefiro Hollywoody mesmo, com todas as suas historias de encantamento que transformam os desejos deles em nossos desejos também controlando assim a manifestação fundamental de uma cultura e suas escolhas. Deste cardápio de rótulos, me identifico com a antropofagia embora isso significa que é um movimento consciente .
Por isso estar consciente e jogar o jogo como convém alguém que conhece estratégias e que procura ainda que na sujeira jogar limpo com os porcos. Limpo é entender que mentir é uma arte e que se eles fazem uso dela, temos que saber lidar com isso de forma a não despertar suspeitas. O primeiro movimento é fundamental para não antecipar o contra-ataque.
Mova-se como quiser, estou atento aos movimentos ao redor, e para me derrubar vai ser preciso derrubar o meu exército inteiro de pensamentos insones, fruto da angústia ou da paranóia?
Não fruto pela curiosidade de saber até onde podemos ir em certas escolhas.
O preço do fracasso ou do sucesso é só uma questão de prática.
Jogue suas fichas!!!"
Tico Sta Cruz
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Carnaval
Antes de tudo vou só por uma definição do termo em questão no qual vou expressar-me hoje. Afinal existem tantas definições para esse momento de celebração que acredito eu na minha pequena trajetória cada folião ou não folião tem um conceito formado para essa época festiva do nosso calendário e da nossa história.
car.na.val
sm (ital carnevale) 1 Folc Período de três dias de folia que precede a quarta-feira de cinzas, durante o qual, com o afrouxamento das normas morais, se dá o irromper de recalques, por meio de danças, cantos, trejeitos, indumentária diversa da habitual etc. No Brasil aparecem após a guerra do Paraguai, como forma nova do entrudo. 2 Folguedo, orgia. 3 Mascarada.
Fonte: Michaelis.
Mas vamos voltar ao que interessa afinal a Folia do Momo já passou e cada um do seu jeito vai voltando a sua vida normal, ou tentando se recuperar dos excessos que essa festa proporciona.
Afinal Carnaval é a época da libertação.
Libertações essa como costumam sempre frisar, sexual. Não só ela. Porque eu sei que muitos aproveitam esse tempo para se libertarem das algemas impostas por uma sociedade mesquinha e cada vez mais preconceituosa, mas isso eu deixo para outro post.
Digo de libertação desse mundo agitado, cada vez mais competitivo e cada vez mais individualista. É uma fase em que todos (acredito eu) querem esquecer-se de seus problemas, dos problemas do nosso país, da violência e jogar tudo para o alto em busca da magia e do “sonho” de se divertir de uma forma tranqüila e saudável.
E é aí que se encontra a utopia do Carnaval.
Se libertar do quê?
E por que só nesses três dias de folia?
Não estou questionando nem querendo tirar o brilho do Carnaval. Até porque eu mesmo não estava preocupado com Crise Mundial, Miséria, Violência ou Fome.
Eu como todo folião, vivo a magia desse Carnaval. E sonho por uma festa tranqüila, sem violência e principalmente cada um respeitando a individualidade do outro.
Justamente nesse ponto que queria chegar.
O Carnaval é festa? É.
O Carnaval é utópico? É.
E porque não transformar o ano inteiro em um imenso Carnaval?
Onde se possa sair nas ruas da forma que se bem entender, deixar falsos moralistas boquiabertos e derrubar tabus e paradigmas?
Sair à noite sem se preocupar com assaltos, violências ou coisa do tipo.
Eu vivi num mundo assim.
Meu Carnaval foi assim.
Infelizmente foram apenas cinco dias.
Na verdade, nem sei bem quem vai chegar a ler esse meu texto e inclusive tenho receio de dividir esse mundo, na verdade de perdê-lo.
Esse mundo foi em Caicó (Rio Grande do Norte) onde vi um Carnaval digamos que de raiz, resgatando toda a inocência dos Carnavais antigos que infelizmente por razões óbvias (idade) não os conheci.
Lembrar da recepção. Dos foliões (e olha que não são poucos) e de toda tranqüilidade e segurança da festa chega a doer.
Lembrar do quanto fui feliz, realmente sem me preocupar com absolutamente nada. Sem me preocupar se chegaria em casa vivo, sem me preocupar se veria uma briga ou se talvez fosse assaltado.
Lembrar de uma figura conhecida por Magão que há anos e anos resgata os frevos, marchinhas, bonecos, o autentico Carnaval de rua, com serpentina e paetês, com mela-mela e um pouco mais, a saudade aumenta.
Gostaria muito que todos os Carnavais pelo o Brasil afora fosse assim.
Na verdade, gostaria que meu país vivesse sempre em um Carnaval assim.
Como o de Caicó.
Um Carnaval que com certeza foi o primeiro de muitos que passarei lá.
Obrigado Caicó!!! E obrigado as pessoas que me proporcionaram isso.
Esse é um Verdadeiro Sabor da Vida!
car.na.val
sm (ital carnevale) 1 Folc Período de três dias de folia que precede a quarta-feira de cinzas, durante o qual, com o afrouxamento das normas morais, se dá o irromper de recalques, por meio de danças, cantos, trejeitos, indumentária diversa da habitual etc. No Brasil aparecem após a guerra do Paraguai, como forma nova do entrudo. 2 Folguedo, orgia. 3 Mascarada.
Fonte: Michaelis.
Mas vamos voltar ao que interessa afinal a Folia do Momo já passou e cada um do seu jeito vai voltando a sua vida normal, ou tentando se recuperar dos excessos que essa festa proporciona.
Afinal Carnaval é a época da libertação.
Libertações essa como costumam sempre frisar, sexual. Não só ela. Porque eu sei que muitos aproveitam esse tempo para se libertarem das algemas impostas por uma sociedade mesquinha e cada vez mais preconceituosa, mas isso eu deixo para outro post.
Digo de libertação desse mundo agitado, cada vez mais competitivo e cada vez mais individualista. É uma fase em que todos (acredito eu) querem esquecer-se de seus problemas, dos problemas do nosso país, da violência e jogar tudo para o alto em busca da magia e do “sonho” de se divertir de uma forma tranqüila e saudável.
E é aí que se encontra a utopia do Carnaval.
Se libertar do quê?
E por que só nesses três dias de folia?
Não estou questionando nem querendo tirar o brilho do Carnaval. Até porque eu mesmo não estava preocupado com Crise Mundial, Miséria, Violência ou Fome.
Eu como todo folião, vivo a magia desse Carnaval. E sonho por uma festa tranqüila, sem violência e principalmente cada um respeitando a individualidade do outro.
Justamente nesse ponto que queria chegar.
O Carnaval é festa? É.
O Carnaval é utópico? É.
E porque não transformar o ano inteiro em um imenso Carnaval?
Onde se possa sair nas ruas da forma que se bem entender, deixar falsos moralistas boquiabertos e derrubar tabus e paradigmas?
Sair à noite sem se preocupar com assaltos, violências ou coisa do tipo.
Eu vivi num mundo assim.
Meu Carnaval foi assim.
Infelizmente foram apenas cinco dias.
Na verdade, nem sei bem quem vai chegar a ler esse meu texto e inclusive tenho receio de dividir esse mundo, na verdade de perdê-lo.
Esse mundo foi em Caicó (Rio Grande do Norte) onde vi um Carnaval digamos que de raiz, resgatando toda a inocência dos Carnavais antigos que infelizmente por razões óbvias (idade) não os conheci.
Lembrar da recepção. Dos foliões (e olha que não são poucos) e de toda tranqüilidade e segurança da festa chega a doer.
Lembrar do quanto fui feliz, realmente sem me preocupar com absolutamente nada. Sem me preocupar se chegaria em casa vivo, sem me preocupar se veria uma briga ou se talvez fosse assaltado.
Lembrar de uma figura conhecida por Magão que há anos e anos resgata os frevos, marchinhas, bonecos, o autentico Carnaval de rua, com serpentina e paetês, com mela-mela e um pouco mais, a saudade aumenta.
Gostaria muito que todos os Carnavais pelo o Brasil afora fosse assim.
Na verdade, gostaria que meu país vivesse sempre em um Carnaval assim.
Como o de Caicó.
Um Carnaval que com certeza foi o primeiro de muitos que passarei lá.
Obrigado Caicó!!! E obrigado as pessoas que me proporcionaram isso.
Esse é um Verdadeiro Sabor da Vida!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Cansado
Estou cansado.
Cansado de tentar achar o caminho, a saída, de viver de utopias, cansado das mascaras que mesmo sem querer em determinados momentos sou forçado a usá-las. Visualizo rostos conhecidos, alguns perdidos – como eu – na busca ensandecida de respostas, respostas... Respostas que nunca chegam a preencher as maiorias das indagações e que ficam vagueando num universo de suposições.
Como agir, o que fazer para discernir o que realmente importa e o que é essencial na minha vida?
Imagino-me um egoísta, mas isso não faz parte da minha essência.
Doar-se é minha melhor virtude, ou será defeito? Das duas uma, mas enfim. Acredito no amor, acredito no amor em todas as formas nas quais ele se manifesta.
Acredito piamente no amor entre amigos, irmãos... no amor “descompromissado” ou seja, no amor não sexual.
Isso é um defeito?
Não sei.
O que importa é que mesmo cansado, fadigado, maltrapilho acredito nas forças que unem dois seres por puro mistério...
E querer entendê-las não adianta.
Cansado de tentar achar o caminho, a saída, de viver de utopias, cansado das mascaras que mesmo sem querer em determinados momentos sou forçado a usá-las. Visualizo rostos conhecidos, alguns perdidos – como eu – na busca ensandecida de respostas, respostas... Respostas que nunca chegam a preencher as maiorias das indagações e que ficam vagueando num universo de suposições.
Como agir, o que fazer para discernir o que realmente importa e o que é essencial na minha vida?
Imagino-me um egoísta, mas isso não faz parte da minha essência.
Doar-se é minha melhor virtude, ou será defeito? Das duas uma, mas enfim. Acredito no amor, acredito no amor em todas as formas nas quais ele se manifesta.
Acredito piamente no amor entre amigos, irmãos... no amor “descompromissado” ou seja, no amor não sexual.
Isso é um defeito?
Não sei.
O que importa é que mesmo cansado, fadigado, maltrapilho acredito nas forças que unem dois seres por puro mistério...
E querer entendê-las não adianta.
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