terça-feira, 18 de novembro de 2008
Liberdade
Mas pra mim, sempre válido e atual. Então lá vai!
Ontem acordei atordoado não queiram saber o porquê, até porque nem eu mesmo sei. Mas basta, não quero falar sobre ontem, nem “onteontem” nem tampouco do passado. Quero falar do que sinto e vivo ultimamente.
Sou um ser livre, vocês podem parar pra pensar e refletir a respeito da minha sei lá talvez pseudo liberdade...não sou livre financeiramente (ainda não) mas o que mais prezo na minha vida é minha liberdade.
Liberdade de escolhas, liberdade de opiniões... Sou livre pra escolher com quem andar, pra onde ir, com quem ir... sou livre pra escolher o que vou comer no almoço qual a bebida que vai acompanhar e inclusive as pessoas que vão estar ao meu redor. Sou livre para jantar sozinho, tomar um chopp gelado, ou até mesmo de ficar na minha casa tomando um vinho, ou um guaraná, ou uma coca-cola zero... porque não???
Sei perfeitamente bem que ainda tenho esse “poder” de escolha. Mas até onde vai isso?? To remoendo, viajando geral, mas na verdade não é isso que queria falar, ou comentar hoje...
Quero falar de amizade.
Pessoas chegam pra mim e me taxam de egoístas, dizem que na verdade eu não sei o verdadeiro significado da palavra amizade.
Vou lhes dizer uma coisa: Eu realmente não sei o significado desta palavra, mas sei muito bem o peso que ela exerce e o sentimento nela exposto.
Posso ser incompreendido com certas atitudes, taxado de grosso, de distante e até mesmo de falso amigo... mas fazer o quê quando as pessoas que nos dizem amigas não nos compreendem???
Amizade pra mim não é de forma alguma possessão, monopólio...
Amizade pra mim é uma coisa tão boa de se viver, um sentimento único uma interação na qual as vezes ultrapassa as barreiras do conhecimento. É ter e saber e contar com aquela pessoa quando se é preciso...
Mas de outra forma é, entender que as vezes as pessoas também estão mal e que as vezes realmente não dá;
Amizade não é propriedade. É compreensão, bom-senso! Amizade é nos arriscarmos a algumas vezes sermos incompreendidos, e por uma razão até boba ser motivo para uma discussão.
É nunca esquecermos a verdadeira “figura” da amizade, o respeito, a tolerância, a consideração e o primordial a verdade... É conscientizar-se e entender que não somos únicos.
Eu não sou o único amigo de ninguém, nem tampouco quero ser...é entender que infelizmente as pessoas vão, outras voltam e a vida continua...tudo perfeitamente “escrito”.
É entender que as pessoas às vezes falham, e isso geralmente nos magoam, mas amizade também é perdão. Somos únicos em nossa essência.
E liberdade pra mim é fundamental.
Sou livre, somos livres... e viveremos assim...
Livres pra escolhermos lugares, pessoas, tudo...
Infinitamente livres..."
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
VEJO
Mas eu prefiro mesmo o termo: cego.
Bom, não sou cego (literalmente), mas sou cego como você, seu pai, sua namorada...como todos os outros. Existem inúmeros tipos de cegueira e queria ter sim “olhos” para identificar todas (pelo menos as minhas) e mudar essa realidade.
Sinto-me um cego quando fecho os olhos para as mazelas da vida, quando no momento em que escrevo esse texto muito confortavelmente na minha cama no meu amplo quarto e recordo-me de quantas e quantas pessoas não têm onde passar a noite.
Somos aqueles que vêem, mas preferem se passar por cegos.
Sou cego por não demonstrar o carinho e o amor necessário que sinto pelos meus pais, minha família. Quando vejo pessoas crianças e jovens beijando e abraçando seus pais como se fosse o último dia que os vissem...eu me sinto um cego.
Sou cego por fazer parte de uma sociedade vislumbrada que a cada dia que passa só pensa em mais e mais ter...
...por fazer parte de um grupo raso, fútil e seco.
Sou cego por esperar muito mais das pessoas quando na verdade elas são mesquinhas, egoístas, monopolizadoras, egocêntricas, mimadas e infantis.
Sou cego por ter um amor, por sentir esse amor pulsando no meu peito e não ter a coragem de acreditar e desbravar o breu e a névoa e ir à luta do que vejo e quero.
Sou cego por acreditar no melhor das pessoas.
Sou cego por querer mudar, buscar novas vidas, novos rumos e sempre me acovardar.
Sou cego por tentar dar o melhor de mim, ser o “super sincero” e ser criticado por isso.
Sou cego por conseguir enxergar além.
Sou cego porque vejo, identifico e conheço os meus defeitos...
...e os seus...
Sou cego...
E você?
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Fantasmas
Procuro me exaurir no dia-a-dia para chegar na cama exausto, fadigado, cansado para expirar todos os fantasmas da minha vida.
Paro, respiro e exalo na ânsia de extingui-los, mas eles vão e logo em seguida estão de volta.
Me perseguindo, me assustando.
Tento exorcizá-los, mas parece que eles já fazem parte da minha essência do meu eu da minha pele.
E dói. E é ruim.
Vivo com eles rondando a minha existência que para ser preciso é quase uma co-existência.
Eu vivo com eles e eles sem mim não existiriam.
Às vezes me pergunto quem na verdade existe realmente ou domina quem.
Se eles existem pelo simples fato de eu permitir como podem causar tantos problemas?
Tolo quem pensa - é porque ele quer!
Na verdade acho eu que na minha pífia ignorância não tenho escolhas.
Eles estão aqui, e assombram todos.
A verdade é que onde existe vida existem parasitas, onde existem sonhos existem fantasmas anjos e demônios.
E tenho que conviver com eles, todos eles.
Pois não passo de um fantasma travestido de gente.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Sentir
Sentir medo
Sentimento
Decidir entre razão e emoção é uma batalha que aflige gerações e mais gerações. Quando uma criança encontra seu primeiro amor sua coleguinha ou seu colega é tudo muito puro muito angelical, quando cresce um pouco mais e se torna adolescente nem se fala é uma fase um tanto quão perturbada, mas de quem quero falar é sobre: eu, você, sua prima, tio pessoas adultas que por tanto sofrerem em determinadas relações juram para o resto da vida jamais se deixar levar pelas emoções. São pessoas especializadas em usar, ou melhor, dizendo forjar um escudo para minguar o que sentem. É tão difícil admitir o que realmente passa pela cabeça?
Mente? Razão?
O ser humano é repleto de questionamentos por mais que se tenta disfarçar, maquiar determinado fato, acontecimento ou reação não acaba em lugar algum, acredito que o único prejudicado é a pessoa em si. Mas por que se comportar de tal maneira?
Se achar que for para odiar, odeie (apesar do que nem deveríamos nos preocupar com esse talzinho aê) E que se for para amar, que ame, ame intensamente viva e aproveite e curta todos os momentos que esse sentimento possa oferecer.
Sem sentir medo
Só sentir...
O sentimento.
sábado, 27 de setembro de 2008
Relações...
O que significa a palavra, ou o poder de dizer que mantém um relacionamento com outrem? Manter um relacionamento... Do que ele é mesmo feito?
Uma relação nasce do desejo, do simples desejo de duas pessoas de se encontrarem.
Surgem às afinidades, o anseio de tornar algo, algo que nos move nos faz sentir vivos e daquela fagulha de paixão desencadeia todo um processo.
Paixão... surge a tal falada paixão.
Na maioria das vezes de supetão quando menos esperamos estamos apaixonados, bobos e de coração mole por alguém que na maioria das vezes não conhecemos. Na verdade isso acontece sempre quando desacreditamos cada vez mais, no tal falado amor.
Um amor de contos de fadas. Quando menos esperamos surge aquele príncipe (princesa) e nos desmonta todo. Na maioria das vezes, rara as exceções o sonho acaba da mesma forma como surgiu, Repentinamente.
E a relação?
A paixão o amor e até mesmo a amizade para sobreviver precisa do toque, da presença física (virtual às vezes), mas precisa ser construída, modelada, não só por um dos envolvidos. Sentir o coração palpitar mais forte, quando se estar com a pessoa amada, desejada é muito gratificante. Mas o amor não sobrevive a meras palavras.
O amor se realmente existir, necessita da presença do contato, do toque, da respiração constante ao pé do ouvido ou do simples fato de lembrar-nos de quem amamos. Uma relação isto é, se podemos chamar de relação, construída nos moldes unicamente da palavra dita não sobrevive muito...
e esta fadada a morte.”
Levi Cavalcanti.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Vasos secos...
Sonhos se perdem nessa tortuosa estrada que é a vida.
Sonhos, a palavra em si já fala por si própria.
E quando viram promessas??? (Risos) Pior ainda.
Mas existe coisa melhor quando se está apaixonado fazer planos, vislumbrar um futuro comum com a pessoa amada?
Não tem.
Quer dizer tem, claro que tem, é visualizar tudo o que sonhou tudo o que planejou sair do imaginário e pousar nos planos da realidade.
Isso sim é melhor.
Realidade essa que na maioria das vezes é tão distante, tão difícil e tão complicada.
Já sonhei com minha casinha. Lembra?
Sonhamos.
Aqueles vasos na entrada.
Dois vasos.
Vasos nos quais plantaríamos nossas mudinhas de amoras.
Depois descobri o “jamelão”, em seguida a seriguela onde a luz de velas selamos o que de melhor nós tínhamos.
Nosso amor.
Mas os sonhos acabam um dia.
Nossos sonhos se perderam entre as nuvens, entre nossa imaturidade, dissipou-se.
Voamos tão longe que na viagem acabamos nos perdendo.
Perdendo.
Duas vidas.
Duas almas...
E dois vasos secos...
Quero viver
O hoje é o instante.
E o depois não existe.
Realmente não.
Não quero viver o amanhã, não quero ficar me podando para o depois.
Depois...depois...
E o agora?
Quero ser intenso enquanto viver, aproveitar o meu máximo.
Não quero ser um jogo de jantar que só se usa em ocasiões especiais.
Prefiro ser o pano de chão das empregadas, a flanela dos garçons, a direção dos taxistas, a massa dos padeiros, o cimento dos pedreiros, não importa.
Ser amassado, torcido, jogado, retorcido, desdobrado.
Quero sentir todas as experiências possíveis.
Quero sentir.
Quero viver.
E isso... tem que ser hoje!
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Meu eu
Certa vez fui questionado como conseguia ter uma vida tão solitária, indaguei?!
Solitária?
- Sim, solitária sem ter um companheiro, um namorado um amante.
Fiquei viajando com meus pensamentos e atualmente nem recordo se respondi ou não essa pergunta, se é que posso considerar como uma pergunta.
Quer dizer que ninguém pode viver sozinho que já é censurado como um pobre e infeliz solitário?
Acredito que se todo solitário fosse como eu, as pessoas não saiam por aí matando “seus amores” ou até mesmo tirando suas próprias vidas.
Sei perfeitamente ter companhia.
Companhia esta que escolho muito bem e que não corro o risco de me decepcionar.
Se for solitário é não manter um contato mais íntimo com outra pessoa, sim eu respondo agora, sou solitário!
Sou tão maduro que não preciso de nenhuma bengala afetiva. Definitivamente não.
Certa vez li, não me recordo onde, que uma pessoa nunca é solitária quando existem livros.
Ou até mesmo, quando existe um canal maravilhoso com as palavras.
Embarco completamente nesse mundo maravilhoso das letras, frases e nele me encontro.
Nesse mundo tento desenraizar várias coisas, através das palavras alimento uma ligação com outros eus, outros mundos.
Sou solitário?
Solitário é aquele que crer que sua vida se resume a um casamento, a uma relação fadada a terminar e que se prende com todas as forças para um desfecho satisfatório. Deixando até de pensar no seu bem melhor.
Eu sou solitário?
Por não ter companhia?
Acredito e tenho certeza que prefiro definitivamente ser tachado de solitário.
Posso viajar, posso ir além de mundos, vidas, pessoas, lugares, tempos...
Posso ser tudo.
Menos solitário.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Saudades dos amigos, das pessoas que passaram por nossas vidas, e que por um acaso do destino, não temos mais contato.
Saudade da época de família, saudades de puder desfrutar nem que fosse por um mísero dia, um dia normal familiar. Saudade de realmente ter uma família "normal", de passar um domingo juntos, ir à praia, ou pelo menos um almoço familiar. Minha nossa a quão tempo q nao sei o que é isso.
Saudades da pessoas que não estão mais presentes fisicamente, mas que sabemos que elas permanecem vivas, mas não mais conosco.
Saudades da pessoa, da pessoa que faz nosso coração pulsar e se sentir realmente vivo.
Saudade do toque, do beijo, do jeito...do cheiro.
Saudade é querer e não ter. É ter e não puder.
E isso é foda.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Cansei de procurar...
As vezes o que mais quero na vida transforma-se em uma coisa inerte, boba, como um objeto jogado pra lá como uma criança que ganha um novo brinquedo e esquece aquele do qual mais gostava.
Eu sou assim? Pessoas são assim. Nós somos assim.
Apenas sei que cansei de procurar... procurar por algo que eu nem mesmo sei.
Não sei o que busco.
Não sei a direção nem o sentido da minha vida.
Cansei de procurar.
Apenas...
Gostaria de ser...
...encontrado.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Busca
Sabe aqueles dias no qual a gente olha pro vento e espera uma resposta?
Então, acende um cigarro e dá um trago, deixa à fumaça chegar até o pulmão e espera que ela retire todas as dores... Daí a gente expira e acredita firmemente que todos os monstros tenham morrido envenenados e soltamos a mesma fumaça com um alívio sobrenatural?
Pois é! Aí a gente olha uma criança displicentemente, e aposta que naquela brincadeira esta contida toda alegria de viver e espera que a memória nos traga de volta a capacidade de sermos felizes com coisas simples e acaba esquecendo que a boa e velha felicidade é muito para nossa resumida condição humana...
...Felicidade, tão almejada e tão desejada, mas o que seria Felicidade? Ser feliz, no contexto pleno e puro da palavra é relevante.
Um beijo na pessoa desejada pode ser um traço de felicidade, um chopp, um cinema, um parque com bate-bate e um amigo e todas as gargalhadas pertencentes a essa amizade...
Um telefonema e uma voz que diz: - Estou com saudade!
Aí a gente lembra-se da saudade... Saudade do que sonhamos, do que perdemos, do que deixamos de fazer, dos beijos que não demos, dos abraços que contemos das cartas que escrevemos e nunca remetemos das pessoas que passaram na hora que queríamos pedir que ficassem...
Mas, quais são as pessoas que queremos que fiquem? As que nos roubam o dia, as datas, os sonhos? NÃO! As que nos fazem sonhar e acreditar que ser dois é a essência da tal aclamada, falada e desejada FELICIDADE.
Lembrei das datas, das contas a pagar, dos aniversários esquecidos e dos nãos, quando todo o meu corpo implorava para se entregar. E o cigarro morre no cinzeiro...
Preencho o copo com a cerveja gelada na busca ensandecida de sanar essa carência que me mata e me faz implorar pela sua mão, pelo simples toque da sua mão. E a minha solidão tem o teu nome. Mas qual é o teu nome, SAUDADE?
As tuas digitais me definem e me mostra o caminho. Caminho, caminhos a serem seguidos, caminhos a escolher, vias, encruzilhadas... Qual seguir? O que me leva até você.
Mas quem é você que preenche o meu sonho, que está no meu gemido e no meu gozo, mas que se transfere para muitos rostos, em tantos rostos que não posso reconhecer, em tantos cheiros que me conduzem e não consigo sentir, em tantas peles que me tocam e não me prendem...
E continuo a desejar e continuo a esperar morrendo de vontade do que não tenho...
FELICIDADE...
Autores: Anderson Cavalcante de Albuquerque Maria Aldeyr Guimarães
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Não-viver
Fico me questionando quantas e quantas vezes deixamos de fazer determinadas coisas pelo simples fato de acharmos que não vai dar certo.
Determinados eventos surgem para provar que estamos vivos e que a vida está aí, esperando por nós para ser vivida, sem se acovardar nem tampouco ter medo.
Quanto se deixa de viver pelo simples significado que a palavra medo nos impõe?
Seria sim isso uma forma de não-viver.
Viver sem arriscar, sem sentir aquele friozinho na barriga, sem aquela gama de sentimentos que mistura razão e emoção... Viver sem isso?
Jamais.
Por isso ouse sempre, sem ter medo.
Ouse.
sábado, 23 de agosto de 2008
Não sei qual será meu futuro...
o meu passado já conheço bem...
mas preciso viver o hoje sem me importar com questoes fúteis, artificiais...
Vou tentar.
Estou tentando.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Uma vida em preto e branco
O que será que anda acontecendo comigo? Ter uma vida boa, uma família normal, estudar trabalhar, sair com os amigos pra beber se divertir, viajar... não seria suficiente?
Não seria?
Não é suficiente?
Sim, é.
Mas ter aquela sensação que sempre falta algo, algo que preencha o imenso abismo que existe dentro de mim. É como se minha vida fosse um filme em preto e branco (não os desmerecendo), mas falta algo, falta uma cor, falta um sorriso bobo sem motivo aparente, falta uma música cantada enquanto os outros estão correndo estressados.
Nada floresce, não há borboletas nem beija-flores, tampouco insetos, mariposas e pardais.
No jardim da minha vida preciso de um arco-íris. Uma aquarela com todas as cores possíveis e imagináveis para que essa névoa se desvaneça e que a estrada seja sempre em tons primaveris.
Para que assim, as flores desabrochem trazendo com elas toda a gama de animais e insetos que alegra e colore qualquer ambiente...
Preciso de cores.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Paciência
Certa vez, dirigindo meu carro tentei avançar o sinal, mas não consegui e parei.
Quanto tempo será?
O tempo que leva para o motorista esperar e o tempo dos transeuntes, sempre bem mais a vontade sem pressa sem nada para passar em um sinal?
Falar sobre tempo sempre é e será uma constante, tirando os compromissos do dia-dia cada um sente o passar do tempo diferente dos outros. Filosofar sobre o tempo é o que não vou fazer apenas mesmo questionar: por que uns esperam 15, 25 minutos para uma refeição chegar e outros não esperam 30 minutos? Ansiedade falta de tempo, displicência... Não sei.
Quando uns impacientes em uma fila de banco que estão lá porque precisam não vêem a hora de chegar sua vez, (estão lá por mera necessidade de cumprir com uma divida já antes prorrogada), outros se zangam por estarem se divertindo em qualquer lugar comum (leia-se show, barzinhos ou boates) e ficar numa fila perdendo tempo para pagar o consumido.
O tempo é individual, cada um tem o seu. Não adianta tentar impor-lo. Meus 10 minutos não podem e com certeza não será os mesmos 10 minutos para você. Por isso que existe tanto desrespeito.
Se vir que vai avançar, em qualquer situação que seja, meça o seu tempo e o meu tempo.
Afinal o tempo que espero parado no meu carro não é o mesmo tempo que eu passaria numa faixa de pedestre.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Les Chansons d´amour
Esse blog criei para postar textos meus...mas obvio (ele é meu, o blog) então...
Essa música linda, tentei achar a versão em francês, tive preguiça...mas depois procuro.
Você já amou? Pela beleza do gesto. Você já mordeu? A maçã com todos os dentes?
Pelo sabor do fruto, a sua doçura e o seu gosto. Já se perdeu algumas vezes?
Sim, eu já amei. Pela beleza do gesto. Mas a maçã era dura, e quebrei os dentes.
Essas paixões imaturas, esses amores indigestos, deixaram-me mal disposto algumas vezes.
Mas os amores que duram, tornam os amantes exaustos e o beijo deles demasiado maduro, apodrece-nos a língua.
Os amores passageiros têm febres fúteis. E o beijo demasiado verde, esfola-nos os lábios.
Porque ao querer amar. Pela beleza do gesto. O verme da maçã escorrega-nos entre os dentes
Ele roe nosso coração, o cérebro e o resto esvazia-nos lentamente.
Mas quando ousamos amar, pela beleza do gesto, esse verme na maçã que nos escorrega entre os dentes toca-nos o coração, o cérebro e deixa-nos o seu perfume lá dentro.
Os amores passageiros fazem esforços inúteis. As suas carícias efêmeras cansam-nos o corpo
Os amores que duram, tornam os amantes menos belos, as suas carícias usadas, dão cabo de nós.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Tempo...
Quando se quer existe tempo pra tudo. Tempo pra uma brincadeira, tempo pra um sorvete. Tempo pra responsabilidades, e por que não tempo pra vadiagem? Quem afinal pode escolher o momento para tais atos?
Somos ou não os compositores de nossas vidas, do nosso destino? Precisamos estar abertos às oportunidades da vida. Senti-la, tocá-la, desejá-la. E o tempo, onde fica? Teríamos tempo pra realmente viver, nessa correria em que vivemos? Pra realmente se entregar ao que desejamos ao que precisamos? Ou possivelmente estamos tão cegos, tão egoístas, ou tão materialistas?
É...infelizmente as pessoas estão mais voltadas para o material. Esquece-se que as relações interpessoais são essenciais na vida de qualquer ser. Mas será se existe tempo para tais?
Tempo.
Qual o tempo de começar, qual o tempo de parar? Qual o tempo de tentar, e qual o tempo de cessar?
Isso realmente fica a critério de cada um. Cada um sabe, ou acha que sabe o seu tempo.
Estejamos abertos às oportunidades da vida. Sinceramente, não precisamos perder esse precioso tempo.
Viver com medo de tentar, é perda de tempo.
Viver sem ter “vivido”, não terá valido a pena.
E quem sabe mais tarde, quando tudo o que passa.
Porque afinal, tudo passa.
Desejaremos voltar o tempo.
...Impossível. Ele não volta.
Portanto... Saibamos aproveitar o tempo da melhor forma possível.
E vou tentar agora com esse blog novo aproveitar meu tempo livre pra voltar a escrever...e compartilhar algumas coisas por aqui...
