sábado, 27 de setembro de 2008

Relações...

“Já pararam pra pensar e pesar o que realmente importa em uma relação?

O que significa a palavra, ou o poder de dizer que mantém um relacionamento com outrem? Manter um relacionamento... Do que ele é mesmo feito?

Uma relação nasce do desejo, do simples desejo de duas pessoas de se encontrarem.

Surgem às afinidades, o anseio de tornar algo, algo que nos move nos faz sentir vivos e daquela fagulha de paixão desencadeia todo um processo.

Paixão... surge a tal falada paixão.

Na maioria das vezes de supetão quando menos esperamos estamos apaixonados, bobos e de coração mole por alguém que na maioria das vezes não conhecemos. Na verdade isso acontece sempre quando desacreditamos cada vez mais, no tal falado amor.

Um amor de contos de fadas. Quando menos esperamos surge aquele príncipe (princesa) e nos desmonta todo. Na maioria das vezes, rara as exceções o sonho acaba da mesma forma como surgiu, Repentinamente.

E a relação?

A paixão o amor e até mesmo a amizade para sobreviver precisa do toque, da presença física (virtual às vezes), mas precisa ser construída, modelada, não só por um dos envolvidos. Sentir o coração palpitar mais forte, quando se estar com a pessoa amada, desejada é muito gratificante. Mas o amor não sobrevive a meras palavras.

O amor se realmente existir, necessita da presença do contato, do toque, da respiração constante ao pé do ouvido ou do simples fato de lembrar-nos de quem amamos. Uma relação isto é, se podemos chamar de relação, construída nos moldes unicamente da palavra dita não sobrevive muito...

e esta fadada a morte.”

Levi Cavalcanti.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Vasos secos...

Imagina! Quando se sonha sozinho já é difícil de concretizar, imagina sonhar a dois?

Sonhos se perdem nessa tortuosa estrada que é a vida.

Sonhos, a palavra em si já fala por si própria.

E quando viram promessas??? (Risos) Pior ainda.

Mas existe coisa melhor quando se está apaixonado fazer planos, vislumbrar um futuro comum com a pessoa amada?

Não tem.

Quer dizer tem, claro que tem, é visualizar tudo o que sonhou tudo o que planejou sair do imaginário e pousar nos planos da realidade.

Isso sim é melhor.

Realidade essa que na maioria das vezes é tão distante, tão difícil e tão complicada.

Já sonhei com minha casinha. Lembra?

Sonhamos.

Aqueles vasos na entrada.

Dois vasos.

Vasos nos quais plantaríamos nossas mudinhas de amoras.

Depois descobri o “jamelão”, em seguida a seriguela onde a luz de velas selamos o que de melhor nós tínhamos.

Nosso amor.

Mas os sonhos acabam um dia.

Nossos sonhos se perderam entre as nuvens, entre nossa imaturidade, dissipou-se.

Voamos tão longe que na viagem acabamos nos perdendo.

Perdendo.

Duas vidas.

Duas almas...

E dois vasos secos...

Quero viver

O amanhã é hoje.

O hoje é o instante.

E o depois não existe.

Realmente não.

Não quero viver o amanhã, não quero ficar me podando para o depois.
Depois...depois...

E o agora?

Quero ser intenso enquanto viver, aproveitar o meu máximo.

Não quero ser um jogo de jantar que só se usa em ocasiões especiais.

Prefiro ser o pano de chão das empregadas, a flanela dos garçons, a direção dos taxistas, a massa dos padeiros, o cimento dos pedreiros, não importa.

Ser amassado, torcido, jogado, retorcido, desdobrado.

Quero sentir todas as experiências possíveis.

Quero sentir.

Quero viver.

E isso... tem que ser hoje!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Meu eu

Certa vez fui questionado como conseguia ter uma vida tão solitária, indaguei?!

Solitária?

- Sim, solitária sem ter um companheiro, um namorado um amante.

Fiquei viajando com meus pensamentos e atualmente nem recordo se respondi ou não essa pergunta, se é que posso considerar como uma pergunta.

Quer dizer que ninguém pode viver sozinho que já é censurado como um pobre e infeliz solitário?

Acredito que se todo solitário fosse como eu, as pessoas não saiam por aí matando “seus amores” ou até mesmo tirando suas próprias vidas.

Sei perfeitamente ter companhia.

Companhia esta que escolho muito bem e que não corro o risco de me decepcionar.

Se for solitário é não manter um contato mais íntimo com outra pessoa, sim eu respondo agora, sou solitário!

Sou tão maduro que não preciso de nenhuma bengala afetiva. Definitivamente não.

Certa vez li, não me recordo onde, que uma pessoa nunca é solitária quando existem livros.

Ou até mesmo, quando existe um canal maravilhoso com as palavras.

Embarco completamente nesse mundo maravilhoso das letras, frases e nele me encontro.

Nesse mundo tento desenraizar várias coisas, através das palavras alimento uma ligação com outros eus, outros mundos.

Sou solitário?

Solitário é aquele que crer que sua vida se resume a um casamento, a uma relação fadada a terminar e que se prende com todas as forças para um desfecho satisfatório. Deixando até de pensar no seu bem melhor.

Eu sou solitário?

Por não ter companhia?

Acredito e tenho certeza que prefiro definitivamente ser tachado de solitário.

Posso viajar, posso ir além de mundos, vidas, pessoas, lugares, tempos...

Posso ser tudo.

Menos solitário.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Realmente um dos sentimentos mais urgentes da vida. Sentir saudada daquilo que passou, e realmente não se pode mais voltar atrás. Saudades dos momentos de infância, que fazíamos tudo para ficarmos mais velhos, para pudermos agir como tais, e no momento querer não ter aquelas responsabilidades de moleque.

Saudades dos amigos, das pessoas que passaram por nossas vidas, e que por um acaso do destino, não temos mais contato.

Saudade da época de família, saudades de puder desfrutar nem que fosse por um mísero dia, um dia normal familiar. Saudade de realmente ter uma família "normal", de passar um domingo juntos, ir à praia, ou pelo menos um almoço familiar. Minha nossa a quão tempo q nao sei o que é isso.

Saudades da pessoas que não estão mais presentes fisicamente, mas que sabemos que elas permanecem vivas, mas não mais conosco.

Saudades da pessoa, da pessoa que faz nosso coração pulsar e se sentir realmente vivo.

Saudade do toque, do beijo, do jeito...do cheiro.

Saudade é querer e não ter. É ter e não puder.

E isso é foda.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Cansei de procurar...

Cansei de vagar por esquinas escuras, por lugares esmos, por vielas sujas, por vidas arruinadas por pessoas sem almas.

As vezes o que mais quero na vida transforma-se em uma coisa inerte, boba, como um objeto jogado pra lá como uma criança que ganha um novo brinquedo e esquece aquele do qual mais gostava.

Eu sou assim? Pessoas são assim. Nós somos assim.

Apenas sei que cansei de procurar... procurar por algo que eu nem mesmo sei.

Não sei o que busco.

Não sei a direção nem o sentido da minha vida.

Cansei de procurar.

Apenas...

Gostaria de ser...


...encontrado.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Busca

Sabe aqueles dias no qual a gente olha pro vento e espera uma resposta?

Então, acende um cigarro e dá um trago, deixa à fumaça chegar até o pulmão e espera que ela retire todas as dores... Daí a gente expira e acredita firmemente que todos os monstros tenham morrido envenenados e soltamos a mesma fumaça com um alívio sobrenatural?

Pois é! Aí a gente olha uma criança displicentemente, e aposta que naquela brincadeira esta contida toda alegria de viver e espera que a memória nos traga de volta a capacidade de sermos felizes com coisas simples e acaba esquecendo que a boa e velha felicidade é muito para nossa resumida condição humana...

...Felicidade, tão almejada e tão desejada, mas o que seria Felicidade? Ser feliz, no contexto pleno e puro da palavra é relevante.

Um beijo na pessoa desejada pode ser um traço de felicidade, um chopp, um cinema, um parque com bate-bate e um amigo e todas as gargalhadas pertencentes a essa amizade...

Um telefonema e uma voz que diz: - Estou com saudade!

Aí a gente lembra-se da saudade... Saudade do que sonhamos, do que perdemos, do que deixamos de fazer, dos beijos que não demos, dos abraços que contemos das cartas que escrevemos e nunca remetemos das pessoas que passaram na hora que queríamos pedir que ficassem...

Mas, quais são as pessoas que queremos que fiquem? As que nos roubam o dia, as datas, os sonhos? NÃO! As que nos fazem sonhar e acreditar que ser dois é a essência da tal aclamada, falada e desejada FELICIDADE.

Lembrei das datas, das contas a pagar, dos aniversários esquecidos e dos nãos, quando todo o meu corpo implorava para se entregar. E o cigarro morre no cinzeiro...

Preencho o copo com a cerveja gelada na busca ensandecida de sanar essa carência que me mata e me faz implorar pela sua mão, pelo simples toque da sua mão. E a minha solidão tem o teu nome. Mas qual é o teu nome, SAUDADE?

As tuas digitais me definem e me mostra o caminho. Caminho, caminhos a serem seguidos, caminhos a escolher, vias, encruzilhadas... Qual seguir? O que me leva até você.

Mas quem é você que preenche o meu sonho, que está no meu gemido e no meu gozo, mas que se transfere para muitos rostos, em tantos rostos que não posso reconhecer, em tantos cheiros que me conduzem e não consigo sentir, em tantas peles que me tocam e não me prendem...

E continuo a desejar e continuo a esperar morrendo de vontade do que não tenho...

FELICIDADE...

Autores: Anderson Cavalcante de Albuquerque Maria Aldeyr Guimarães