terça-feira, 2 de setembro de 2008

Busca

Sabe aqueles dias no qual a gente olha pro vento e espera uma resposta?

Então, acende um cigarro e dá um trago, deixa à fumaça chegar até o pulmão e espera que ela retire todas as dores... Daí a gente expira e acredita firmemente que todos os monstros tenham morrido envenenados e soltamos a mesma fumaça com um alívio sobrenatural?

Pois é! Aí a gente olha uma criança displicentemente, e aposta que naquela brincadeira esta contida toda alegria de viver e espera que a memória nos traga de volta a capacidade de sermos felizes com coisas simples e acaba esquecendo que a boa e velha felicidade é muito para nossa resumida condição humana...

...Felicidade, tão almejada e tão desejada, mas o que seria Felicidade? Ser feliz, no contexto pleno e puro da palavra é relevante.

Um beijo na pessoa desejada pode ser um traço de felicidade, um chopp, um cinema, um parque com bate-bate e um amigo e todas as gargalhadas pertencentes a essa amizade...

Um telefonema e uma voz que diz: - Estou com saudade!

Aí a gente lembra-se da saudade... Saudade do que sonhamos, do que perdemos, do que deixamos de fazer, dos beijos que não demos, dos abraços que contemos das cartas que escrevemos e nunca remetemos das pessoas que passaram na hora que queríamos pedir que ficassem...

Mas, quais são as pessoas que queremos que fiquem? As que nos roubam o dia, as datas, os sonhos? NÃO! As que nos fazem sonhar e acreditar que ser dois é a essência da tal aclamada, falada e desejada FELICIDADE.

Lembrei das datas, das contas a pagar, dos aniversários esquecidos e dos nãos, quando todo o meu corpo implorava para se entregar. E o cigarro morre no cinzeiro...

Preencho o copo com a cerveja gelada na busca ensandecida de sanar essa carência que me mata e me faz implorar pela sua mão, pelo simples toque da sua mão. E a minha solidão tem o teu nome. Mas qual é o teu nome, SAUDADE?

As tuas digitais me definem e me mostra o caminho. Caminho, caminhos a serem seguidos, caminhos a escolher, vias, encruzilhadas... Qual seguir? O que me leva até você.

Mas quem é você que preenche o meu sonho, que está no meu gemido e no meu gozo, mas que se transfere para muitos rostos, em tantos rostos que não posso reconhecer, em tantos cheiros que me conduzem e não consigo sentir, em tantas peles que me tocam e não me prendem...

E continuo a desejar e continuo a esperar morrendo de vontade do que não tenho...

FELICIDADE...

Autores: Anderson Cavalcante de Albuquerque Maria Aldeyr Guimarães

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