terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Cansado

Estou cansado.

Cansado de tentar achar o caminho, a saída, de viver de utopias, cansado das mascaras que mesmo sem querer em determinados momentos sou forçado a usá-las. Visualizo rostos conhecidos, alguns perdidos – como eu – na busca ensandecida de respostas, respostas... Respostas que nunca chegam a preencher as maiorias das indagações e que ficam vagueando num universo de suposições.

Como agir, o que fazer para discernir o que realmente importa e o que é essencial na minha vida?

Imagino-me um egoísta, mas isso não faz parte da minha essência.

Doar-se é minha melhor virtude, ou será defeito? Das duas uma, mas enfim. Acredito no amor, acredito no amor em todas as formas nas quais ele se manifesta.

Acredito piamente no amor entre amigos, irmãos... no amor “descompromissado” ou seja, no amor não sexual.

Isso é um defeito?

Não sei.

O que importa é que mesmo cansado, fadigado, maltrapilho acredito nas forças que unem dois seres por puro mistério...

E querer entendê-las não adianta.

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